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Governo do Sudão rejeita forças internacionais | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Sudão disse no domingo que vai pedir a retirada das forças de paz da União Africana (UA) em Darfur quando seu mandato no país terminar, no final deste mês. A mídia estatal sudanesa disse que a decisão foi tomada pelo conselho de ministros durante uma reunião com o presidente Omar al-Bashir e “é definitiva”. O governo sudanês afirmou que seu próprio Exército vai assumir a responsabilidade pela segurança em Darfur, no oeste do Sudão, depois que as tropas da UA, cerca de 7 mil soldados, partirem. O presidente sudanês voltou a dizer também que não aceita que a força de paz africana seja substituída por uma força sob o comando da Organização das Nações Unidas, como foi votado e aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU na quinta-feira passada. Guerra A intenção do governo sudanês é substituir a tropa formada por 7 mil homens de países africanos por um contingente de 10 mil soldados do Exército do país. Os Estados Unidos, entre outros países da ONU, rejeitam a proposta sudanesa e dizem que o governo do país não tem isenção suficiente para manter a paz na região. O conflito em Darfur começou no início de 2003, quando milícias começaram a atacar alvos do governo como forma de protesto para o que diziam ser a negligência do com a região e contra o suposto apoio do governo a grupos de origem árabe. Grupos negros de origem centro-africana disputam o controle sobre uma vasta região do Sudão com grupos de origem árabe, chamados de Janjaweed, há vários anos. Após os ataques de 2003, grupos negros disseram que o governo central apoiou ataques dos Janjaweeds contra suas vilas, no que, segundo eles, seria uma tentativa de limpeza étnica. Observadores internacionais dizem que milhares de pessoas já morreram, sendo que 200 mil foram desalojadas. A tropa africana de 7 mil homens que está hoje na região foi enviada para tentar parar com o conflito, embora com um mandato limitado e com poucos recursos. |
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