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Insegurança coloca em risco esforços em Darfur, diz ONU | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O coordenador da ONU para ajuda humanitária, Jan Egeland, disse nesta segunda-feira que o trabalho das agências humanitárias na região de Darfur, no oeste do Sudão, está em risco por causa da extrema falta de segurança na região. Falando ao Conselho de Segurança da ONU, Egeland lançou um alerta de que Darfur está prestes a voltar a enfrentar uma situação crítica. "A insegurança está no seu nível mais alto desde 2004, o acesso (à ajuda humanitária) é o pior desde então, e nós podemos estar prestes a ver a volta de uma guerra aberta", afirmou Egeland, segundo a agência de notícias Reuters. O trabalho humanitário tem sido considerado fundamental para aliviar as conseqüências do conflito em Darfur. Força internacional O diplomata da ONU fez as declarações durante uma reunião do Conselho de Segurança para discutir uma proposta de Estados Unidos e Grã-Bretanha de enviar uma força internacional de 22 mil soldados a Darfur. Nos três anos desde que começou a guerra na região sudanesa, dezenas de milhares de pessoas foram mortas e mais de dois milhões deixaram as suas casas por medo de ataques. O governo sudanês e uma facção do grupo rebelde Exército da Libertação do Sudão assinaram um acordo de paz em maio, mas os confrontos continuam, forçando milhares de civis a buscar proteção em campos de refugiados. O Sudão tem rejeitado a idéia de transformar atual força da União Africana em uma missão da ONU. O líder do Partido Nacional do Congresso do Sudão, Ghazi Salah Eldin Atabani, reagiu contra o esboço da resolução que prevê o envio de uma força da ONU, dizendo que ele estabeleceria uma "tutela completa" no Sudão. "Qualquer país que apoiar esse esboço de resolução será considerado como hostil ao Sudão", disse Atabani. Com a missão de convencer o governo de Cartum a apoiar a resolução, a enviada especial do governo americano ao Sudão, Jendayi Frazer, anunciou nesta segunda-feira que vai prorrogar a sua estadia no país em um dia para se encontrar com o presidente Omar Al-Bashir. Pressão dos EUA Frazer levou consigo uma carta do presidente americano, George W. Bush, em que ele tenta convencer o governo sudanês a aceitar a força de paz. Washington diz que algo precisa ser feito urgentemente para evitar um "genocídio". A União Africana - que tem uma missão de paz no Sudão - já concordou que a ONU deve assumir o controle sobre Darfur, já que a entidade não possui recursos suficientes. No domingo, dois soldados da missão da União Africana foram mortos em Darfur. Dois milhões de pessoas tiveram de abandonar suas casas desde fevereiro de 2003, quando a crise em Darfur começou. |
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