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União Africana discute sanções contra sudaneses | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A União Africana (UA) convocou uma reunião de seu conselho de segurança para discutir sanções contra os dois grupos sudaneses que se recusam a assinar o tratado de paz de Darfur. “As medidas que estão sendo discutidas agora são principalmente congelamento de recursos do grupo que não assinou o tratado e a proibição de viagens de suas lideranças, mas há outras medidas que podem ser adotadas”, explicou por telefone da sede da UA em Adis Ababa, Etiópia, o chefe do departamento de administração de conflitos, Ehawim Wane. A organização internacional tinha dado até a meia noite desta quarta-feira para que todos os grupos envolvidos no conflito de Darfur – incluindo o governo – assinassem o acordo. O prazo venceu, as ameaças de sanção estão no ar, mas as negociações continuam para tentar atrair para o tratado os últimos dois grupos que ainda o rejeitam: o Movimento Justiça e Igualdade (MJI) e a facção liderada por Abd el-Wahed Nur no Movimento de Liberação do Sudão. “Esse é um acordo que não dá nenhuma garantia de segurança para nosso povo em Darfur”, disse o representante da facção do MLS no Cairo, Idris Arbab. Dificuldade Arbab afirmou que o grupo vai continuar a respeitar o compromisso, feito em 2004, de não realizar ações armadas mas que também se recusa a entregar as armas, como exige o tratado de paz. “Este acordo é feito para favorecer o governo do Sudão e vai nos deixar totalmente expostos. Não podemos ficar vulneráveis a um governo que aceitou limpeza étnica do país”, disse Arbab repetindo uma acusação sempre negada com vemência pelo presidente Bashir Al-Assad. Dezenas de milhares de pessoas foram mortas e mais de dois milhões tiveram que ir para campos de refugiados no conflito que começou com ataques de milícias de sudaneses-árabes contra sudaneses de outras etnias africanas. A milícias Janjawed tinham apoio do governo mas este nega qualquer envolvimento nos massacres cometidos pelas milícias. Compromisso O chefe do departamento de administração de conflitos da UA diz que é natural que nenhuma das partes esteja completamente feliz com o acordo. “Um acordo de paz é sempre feito de concessões em todos os lados envolvidos”, diz Wane. “Mas esse é um compromisso equilibrado e que foi fechado depois de muita discussão. Todos os grupos deveriam aceitar e quaisquer queixas depois podem ser resolvidas durante o processo de implementação do acordo.” A Organização das Nações Unidas descreve o acordo – cujo formato final foi apresentado em Abuja, na Nigéria, no dia 5 de maio – como um primeiro passo num longo caminho em direção à paz. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Violência força enviado da ONU a deixar campo em Darfur08 de maio, 2006 | Notícias Annan pressiona Sudão a aceitar forças de paz 06 de maio, 2006 | Notícias EUA bloqueiam bens de suspeitos de Darfur28 de abril, 2006 | Notícias Irã quer passar tecnologia nuclear ao Sudão25 de abril, 2006 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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