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União Africana decide manter tropas em Darfur | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A União Africana decidiu manter suas forças de paz na região sudanesa de Darfur até o fim o ano, depois de uma reunião entre líderes do continente na sede das Nações Unidas, em Nova York. O presidente de Burkina Faso, Blaise Campaore, que liderou o encontro, anunciou que as tropas seriam reforçadas com o envio de mais soldados e receberiam apoio logístico da ONU e ajuda financeira da Liga Árabe. O mandato das forças africanas na região terminaria no dia 30 de setembro, o que estava preocupando a comunidade internacional, que temia o aumento da instabilidade em Darfur. No mês passado, o governo do Sudão rejeitou a proposta do Conselho de Segurança das Nações Unidas de enviar 22 mil soldados da ONU à região. O correspondente da BBC Mike Wooldridge disse que o presidente do país, Omar al-Bashir, estava sob forte pressão durante a reunião nos Estados Unidos, mas que não estava claro se ele havia feito alguma concessão. Mais de 200 mil pessoas morreram e dois milhões tiveram de deixar suas casas em três anos de violência em Darfur. Milícias árabes - supostamente apoiadas pelo governo do Sudão - são acusadas de destruir vilas inteiras e de matar pessoas da maioria negra da região. Crise "exagerada" O ministro do Exterior sudanês, Al-Sammani al-Wasila, disse à agência France Presse que prefere a permanência dos 7 mil soldados das tropas africanas ao envio de forças da ONU. "A permanência é bem-vinda e seria muito melhor se a extensão fosse ainda por mais tempo, como por seis meses, por exemplo, porque as tropas africanas já estão acostumadas à região e a seu povo", afirmou ele. "Acredito que seja mais fácil para a comunidade internacional apoiar financeira e tecnicamente as forças da União Africana que já estão no local a começar do zero com outras tropas, como as da ONU." Antes do encontro em Nova York, o presidente sudanês havia declarado que o plano de substituir os soldados africanos por forças da ONU era um "complô sionista" que pretendia enfraquecer os países da região e saquear seus recursos "de forma a ajudar Israel". Bashir também insiste que os relatos de uma crise humanitária na região seriam exagerados, apesar de várias áreas de Darfur estarem inacessíveis às agências internacionais e de a violência ter aumentado nas últimas semanas. O correspondente da BBC Mark Doyle acredita que a questão principal para a região no momento é se as forças da União Africana terão permissão de atirar se necessário, como aconteceria com os soldados da ONU. Doyle acredita que se isso acontecesse, o impasse diplomático na região poderia ser dissolvido. |
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