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Sudão concorda com força de paz 'híbrida', diz Annan | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Sudão concordou em princípio com o envio de uma força de paz internacional conjunta, contendo soldados da ONU e da União Africana, à região de Darfur, segundo o secretário-geral da organização Kofi Annan. Previamente o governo sudanês havia rejeitado a presença da ONU na região. Segundo o plano, soldados da ONU vão reforçar as tropas de paz da União Africana, liderando uma força de paz "híbrida". Os comentários de Annan foram feitos durante uma reunião entre autoridades africanas, européias, chinesas, russas e americanas na capital etíope, Adis Abeba, para discutir a situação no Sudão. O tamanho desta força de paz ainda está sendo discutido. Os confrontos entre tropas sudanesas e movimentos rebeldes em Darfur se intensificaram nos últimos meses, elevando o número de mortos nos últimos três anos e meio para mais de 200 mil pessoas. Inabalável O governo do Sudão vinha se opondo com veemência à presença de qualquer força de paz da ONU em Darfur até o momento. Mas diplomatas afirmam que o presidente sudanês Omar al-Bashir indicou em conversas particulares que poderia aceitar as propostas. "Foi combinado a princípio que, dependendo de esclarecimento sobre o tamanho da força, devemos progredir com isto", disse Kofi Annan. Annan quer, em primeiro lugar, reforçar o atual contingente da União Africana, que tem poucos recursos e é ineficaz, fornecendo mais dinheiro, soldados e equipamentos. Em seguida a ONU iria enviar centenas de soldados e policiais para ajudar os sete mil soldados da União Africana que já estão no Sudão. Um terceiro passo seria a criação da força de paz internacional híbrida com participação da ONU e da União Africana. Soldados africanos iriam ganhar o apoio logístico da ONU, que assumiria parte do controle sobre as tropas de paz. O correspondente da BBC em Adis Abeba Adam Mynott afirma que o governo do Sudão está resistindo à idéia de que a ONU assuma o controle da missão. Mas esta é uma das condições que precisam ser atendidas, segundo o correspondente, se o acordo sendo negociado na capital da Etiópia realmente for implementado. O governo do Sudão vai ter que aceitar uma força de paz substancialmente maior do que quer - 17 mil soldados ao invés de 12 mil - acrescentou o correspondente. O contingente enviado pela ONU reforçaria o contingente de 7 mil soldados da União Africana atualmente no país. |
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