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ONU discute tropas de paz 'híbridas' para Darfur | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma reunião que foi iniciada nesta quinta-feira na Etiópia está discutindo um plano que prevê a criação de uma força internacional de paz “híbrida”, contendo soldados da ONU e da União Africana, para atuar na região sudanesa de Darfur. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, abriu o encontro, que reúne autoridades africanas, européias, chinesas, russas e americanas na capital etíope, Adis Abeba. Diplomatas envolvidos nas negociações afirmaram que o presidente sudanês, Omar al-Bashir, estaria inclinado a aceitar o envio da força híbrida. Há meses negociadores vêm tentando mudar a posição de Al-Bashir, que repetidas vezes recusou uma força de paz composta somente de soldados da ONU. A solução híbrida poderia pôr fim à indecisão e melhorar a situação das tropas da União Africana atualmente já presentes no território sudanês. Plano Segundo o correspondente da BBC em Addis Abeba Adam Mynott, a tropa híbrida é parte de um plano de três etapas para Darfur. Na primeira, a ONU providenciaria US$ 21 milhões – cerca de R$ 46 milhões – às atuais tropas da União Africana. O segundo passo seria o envio de centenas de soldados da ONU e policiais para auxiliar na missão dos sete mil homens mantidos pela UA, disse Mynott.
O terceiro passo seria a operação em conjunto, com as tropas da ONU auxiliando a logística das tropas africanas, e envolvendo-se no comando das operações de paz. A correspondente da BBC na ONU Laura Trevelyan, acrescentou que também está na mesa a sugestão de um representante especial para liderar a força comum, indicado pela ONU e pela União Africana. Violência O governo do Sudão diz que a escala da violência em Darfur está sendo exagerada por razões políticas. O presidente Al-Bashir afirma estar desarmando milícias árabes acusadas de realizar genocídios. Os confrontos entre tropas sudanesas e movimentos rebeldes em Darfur se intensificaram nos últimos meses, elevando o número de mortos nos últimos três anos e meio a mais de 200 mil pessoas. Cerca de dois milhões de pessoas já tiveram de deixar suas casas na região, onde são constantes as ameaças de morte violenta ou pela fome, de estupro, e de miséria. A escalada da violência extrapolou as fronteiras e levou o vizinho Chade a decretar estado de emergência. A ONU passou a considerar a instalação de observadores na fronteira entre os dois países. O secretário-geral da ONU afirmou que a presença internacional na fronteira permitiria à organização “trabalhar com o governo do Chade para garantir a proteção dos refugiados”. |
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