|
Militares nomeiam primeiro-ministro na Tailândia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os líderes do golpe militar de setembro na Tailândia anunciaram a criação de uma Constituição provisória e apontaram o general Surayud Chulanont para ser o novo primeiro-ministro. A cerimônia de posse do novo premiê aconteceu neste domingo. Os militares apresentaram a nova Constituição em pronunciamento na TV e disseram que ela foi endossada pelo rei Bhumibol. O Exército vai manter vários poderes até as próximas eleições, prometidas para o final do ano que vem. O líder da junta golpista, o general Sonthi Boonyaratglin, disse à agência de notícias Reuters que na sexta-feira ele foi à casa do general Surayud "e levou meia hora para convencê-lo a aceitar o cargo". Surayud , de 62 anos, é um veterano do Exército e uma das poucas personalidades tailandesas a serem respeitadas tanto pelos militares como por líderes civis. Correspondentes dizem que, ao escolhê-lo, os líderes do golpe esperam tranqüilizar a comunidade internacional. Golpe Os militares tomaram o poder através de um golpe militar no dia 19 de setembro, para, segundo suas palavras, por um fim à corrupção sistemática do primeiro-ministro deposto Thaksin Shinawatra. Thaksin, que chegou ao poder em 2001, foi um líder polêmico. Apesar de ser extremamente popular junto à população rural, sua fortuna e estilo populista lhe renderam vários inimigos e dividiram o país. Numa tentativa de diminuir a pressão sobre seu governo, Thaksin convocou eleições antecipadas em abril, mas a oposição se recusou a tomar parte no pleito e milhões de eleitores protestaram. As eleições foram declaradas inválidas. O partido do premiê, Thai Rak Thai, teve 57% dos votos, mas o resultado foi amplamente contestado. No dia 19 de setembro, soldados invadiram o Palácio de Governo na capital, Bangcoc, e tanques tomaram posições ao redor do prédio aproveitando a ausência do premiê, que estava em Nova York para a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Encontros políticos com mais de cinco participantes foram banidos. Os líderes do golpe anunciaram que comandantes regionais tomariam conta de áreas fora da capital, Bangcoc. Em um comunicado transmitido pela televisão, o chefe do Exército, general Sonthi Boonyaratglin, disse que o golpe de Estado foi necessário para unir o país. Em Bangcoc, onde o primeiro-ministro não contava com o apoio popular, o golpe foi bem recebido pela população. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Exército tailandês diz que deu golpe para salvar vidas26 setembro, 2006 | BBC Report Premiê deposto não tem planos de voltar à Tailândia 21 de setembro, 2006 | Notícias Militares proíbem atividades políticas na Tailândia 21 de setembro, 2006 | Notícias União Européia condena golpe na Tailândia20 de setembro, 2006 | Notícias Militares reforçam poder depois de golpe na Tailândia20 de setembro, 2006 | Notícias Embaixada em Bangcoc recomenda 'cautela' a brasileiros20 setembro, 2006 | BBC Report Militares dão golpe de Estado na Tailândia19 setembro, 2006 | BBC Report | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||