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Exército tailandês diz que deu golpe para salvar vidas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um dos militares que assumiram o poder na Tailândia na semana passada pediu à comunidade internacional que compreenda as razões que motivaram o golpe de Estado. Em entrevista exclusiva à BBC, um dos generais da junta de governo, Winai Phattiyakul, afirmou que o Exército interveio para evitar confrontos entre os partidários e detratores do primeiro-ministro deposto, Thaksin Shinawatra. "Haveria mais confrontos entre manifestantes pró-Thaksin e anti-Thaksin", disse o general Winai. "Se deixássemos que ocorressem novamente, não sabemos quantas vidas seriam perdidas." Bem recebido na capital tailandesa, Bangcoc, o golpe de Estado foi condenado pela maioria dos países ocidentais como um retrocesso na democracia. Na entrevista, o general Winai insistiu que a intervenção é apenas uma mudança política. Mas o país proibiu atividades partidárias, encontros políticos com mais de cinco pessoas, e a publicação de críticas ao golpe na internet. O militar afirmou que "as restrições sobre algumas atividades da imprensa são apenas por um breve tempo", e alegou que as medidas tentam contrabalançar o poder do ex-premiê Thaksin, que "ficou no poder muito tempo e tem muita influência". "Nós não queremos correr nenhum risco", disse o general. Eleições Winai acrescentou que o próprio Exército estava fortemente dividido antes do golpe, e que novas eleições, marcadas para o fim de ano, não resolveriam o impasse político do país. Os militares prometeram convocar eleições em outubro de 2007, depois que uma nova constituição for reescrita. Mas observadores têm questionado se isto será suficiente para neutralizar a influência do partido Thai Rak Thai, do ex-premiê Thaksin. Embora o golpe tenha sido bem recebido na capital, o quadro ainda é incerto no interior do país, mais pobre e tido como base eleitoral de Thaksin. |
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