|
Militares proíbem atividades políticas na Tailândia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os novos líderes tailandeses proibiram qualquer atividade política ou partidária no país nesta quinta-feira, dois dias após tomarem o poder em um golpe militar. Uma declaração transmitida pela televisão dizia que a ação havia sido tomada para manter a ordem no país, mas não esclarecia por quanto tempo a proibição seria válida. A Tailândia está tecnicamente sob lei marcial desde terça-feira e uma determinação anterior já havia banido encontros políticos com mais de cinco pessoas, assim como a publicação de críticas ao golpe na internet. O correspondente da BBC em Bangcoc Jonathan Head disse que o anúncio das novas proibições era uma indicação preocupante para um golpe que foi apresentado inicialmente como uma simples transição de poder. Eleições "urgentes" O líder do golpe militar, general Sonthi Boonyaratglin, disse que o poder seria devolvido a um novo governo eleito em outubro de 2007, e que durante o período de transição seria preparada uma nova Constituição. O primeiro-ministro tailandês removido do poder, Thaksin Shinawatra, está em Londres. Os militares disseram que ele poderia voltar à Tailândia, mas o chefe da polícia deixou claro que, se o fizesse, ele teria que enfrentar acusações como a de fraude eleitoral. Em declaração divulgada por seus assessores, Thaksin pediu eleições gerais no país o mais rápido possível e sugeriu que todos os partidos trabalhem pela reconciliação nacional. "Esperamos que o novo regime organize eleições em breve e continue a apoiar os princípios da democracia para o futuro de todos os tailandeses", afirmou ele. O líder da oposição Abhisit Vejjajiva pediu que as eleições fossem realizadas em seis meses - em vez de um ano, como propôs o líder do golpe, general Sonthi Boonyaratglin - e disse querer mais detalhes sobre as novas proibições, apesar de negar estar alarmado com as medidas. "O país precisa andar para a frente e a melhor maneira de se alcançar isso é que os líderes militares devolvam rapidamente o poder ao povo e levem adiante as reformas que prometeram", disse Vejjajiva. Apoio popular Os militares afirmam ter realizado o golpe de terça em nome do povo tailandês e afirmam que não havia outra saída para resolver a prolongada crise política no país após meses de tensão. As eleições gerais de abril deste ano haviam sido declaradas inválidas. O partido do premiê, Thai Rak Thai, teve 57% dos votos, mas o resultado foi amplamente contestado. Numa tentativa de diminuir a pressão sobre seu governo, Thaksin convocou eleições antecipadas, mas a oposição se recusou a tomar parte no pleito e milhões de eleitores protestaram. Em Bangcoc, onde o primeiro-ministro não contava com o apoio popular, o golpe foi bem recebido pela população. Já no interior do país, o quadro ainda é incerto já que a base eleitoral de Thaksin é a comunidade rural mais pobre. O general Boonyaratglin prometeu nomear um novo primeiro-ministro em duas semanas e disse que o novo governo fará o projeto para uma nova constituição com o objetivo de restaurar a democracia ao fim de um ano. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Militares rebeldes dizem que tomaram capital tailandesa19 de setembro, 2006 | Notícias Ataque com bombas mata pelo menos 2 na Tailândia16 de setembro, 2006 | Notícias Enchentes na Tailândia matam ao menos 2724 de maio, 2006 | Notícias Tribunal anula eleições gerais na Tailândia08 de maio, 2006 | Notícias Impasse marca eleições na Tailândia03 de abril, 2006 | Notícias Eleição na Tailândia pode levar país a impasse 02 de abril, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||