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Militares dão golpe de Estado na Tailândia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Militares anunciaram nesta terça-feira ter suspendido a Constituição e declarado lei marcial na Tailândia, em um golpe de Estado contra o primeiro-ministro da Tailândia, Thaksin Shinawatra. Soldados invadiram o Palácio de Governo na capital, Bangcoc, e tanques tomaram posições ao redor do prédio aproveitando a ausência do premiê, que está em Nova York para a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Um porta-voz dos militares disse na televisão que os golpistas agiam com o apoio do rei Bhumibol Adulaydej. "Está claro que a administração dos assuntos do país pelo governo atual criou conflitos e divisões e semeou discórdia entre o povo", disseram os líderes militares em um comunicado lido no canal do Exército. "A maioria das pessoas desconfia de extensa corrupção (...) Os esforços exercidos por vários setores da sociedade para aliviar a situação não foram capazes de pôr fim ao conflito." "O poder administrativo, sob o sistema democrático e tendo o rei como chefe de Estado, será devolvido ao povo tailandês o mais rápido possível a fim de manter a paz e a ordem, preservar a estabilidade nacional, bem como sustentar a instituição da monarquia, estimada por todo o povo tailandês." Imagens patrióticas Após o golpe, canais internacionais, como a BBC e a CNN, foram tirados do ar, e as estações de TV tailandesas exibiam imagens da família real e tocavam canções patrióticas. Apesar da tensão política, as ruas em Bangcoc estão calmas, dizem correspondentes da BBC na capital tailandesa. Moradores misturam sentimento de calma, curiosidade e temor. O trânsito fluía pelas ruas normalmente na noita desta quinta-feira, e, nos bares do centro da cidade, turistas estrangeiros pareciam alheios ao desenrolar dos eventos políticos.
Um soldado em um tanque afirmou: "Não sabemos por que estamos aqui, fomos orientados a não dizer nada. Estamos apenas cumprindo ordens". Depois da ação, os líderes foram ao Palácio Real se encontrar com o rei. A correspondente a BBC Kate McGeown disse que o rei é muito respeitado pelos tailandeses, e o fato de os militares se declararem leais à monarquia não necessariamente significa o apoio do rei à tomada do poder pela via da força. Repercussão Em Nova York, a agenda da Assembléia Geral da ONU foi alterada para permitir que o primeiro-ministro possa falar nas próximas horas, antes do previsto. Do lado de fora do prédio, um grupo de manifestantes expressava apoio ao golpe, portando cartazes contra o premiê Shinawatra. A presidência finlandesa da União Europeia expressou preocupação com os eventos, enquanto os Estados Unidos recomendaram aos tailandeses que "resolvam suas diferenças políticas de maneira pacífica". Correspondentes dizem que rumores de um possível golpe já circulavam nas últimas semanas. Segundo a imprensa tailandesa, duas facções diferentes do Exército parecem estar se dirigindo para um conflito, com uma apoiando o premiê Shinawatra e outra apoiando um militar rebelde, o general Sonthi Boonyaratglin, leal ao rei. Outro correspondente da BBC em Bangcoc, Johnathan Head, disse que grupos próximos ao rei Bhumibol vinham exercendo pressão pela renúncia de Shinawatra, depois do impasse criado quando a eleição de abril foi declarada inválida. O partido do premiê, Thai Rak Thai, teve 57% dos votos, mas o resultado foi amplamente contestado, e a Corte Constitucional considerou a eleição inválida. Numa tentativa de diminuir a pressão sobre seu governo, Shinawatra convocou eleições parlamentares repentinamente, mas a oposição se recusou a tomar parte no pleito e milhões de eleitores protestaram. Supunha-se que a crise tinha sido superada com as negociações apontando para uma nova eleição a ser realizada ainda neste ano. Há 15 anos a Tailândia não assistia a um golpe de Estado, embora vários tenham sido realizados ao longo da história do país. |
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