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Atualizado às: 01 de outubro, 2006 - 07h00 GMT (04h00 Brasília)
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Exército tailandês anuncia constituição interina
Militares tailandeses
Militares prometeram realização de eleições em outubro de 2007
Os líderes do golpe militar de setembro na Tailândia anunciaram a criação de uma constituição interina.

Um porta-voz do Exército disse que um novo primeiro-ministro vai ser apontado neste domingo - mas a junta militar disse que manterá o direito de demitir o premiê. A expectativa é de que o novo primeiro-ministro seja um ex-militar.

O Exército também vai manter vários poderes até as próximas eleições, prometidas para o final do ano que vem.

Os militares apresentaram a nova constituição em pronunciamento na TV e disseram que ela foi endossada pelo rei Bhumibol.

Os líderes do golpe disseram que os militares tiveram que tomar o poder para por um fim à corrupção sistemática do primeiro-ministro deposto Thaksin Shinawatra.

Uma nova constituição será criada até antes das eleições, marcadas para outubro de 2007.

Thaksin, que chegou ao poder em 2001, foi um líder polêmico.

Apesar de ser extremamente popular junto à população rural, sua fortuna e estilo populista lhe renderam vários inimigos e dividiram o país.

Numa tentativa de diminuir a pressão sobre seu governo, Thaksin convocou eleições antecipadas em abril, mas a oposição se recusou a tomar parte no pleito e milhões de eleitores protestaram.

As eleições foram declaradas inválidas. O partido do premiê, Thai Rak Thai, teve 57% dos votos, mas o resultado foi amplamente contestado.

No dia 19 de setembro, soldados invadiram o Palácio de Governo na capital, Bangcoc, e tanques tomaram posições ao redor do prédio aproveitando a ausência do premiê, que estava em Nova York para a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Encontros políticos com mais de cinco participantes foram banidos.

Os líderes do golpe anunciaram que comandantes regionais tomariam conta de áreas fora da capital, Bangcoc.

Em um comunicado transmitido pela televisão, o chefe do Exército, general Sonthi Boonyaratglin, disse que o golpe de Estado foi necessário para unir o país.

Em Bangcoc, onde o primeiro-ministro não contava com o apoio popular, o golpe foi bem recebido pela população.

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