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Otan decide ampliar operações no Afeganistão | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) anunciou nesta quinta-feira que vai estender sua missão no Afeganistão e passar a atuar em todo o país. Isso significa que a organização terá presença também em áreas do leste do país centro-asiático e terá sob o seu comando 12 mil soldados americanos que já estão na região. A decisão foi tomada por ministros da Defesa dos países da Otan em um encontro na Eslovênia. O porta-voz da organização, James Appathurai, disse que a mudança será implementada nas próximas semanas. O anúncio foi feito em meio à revelação, por um comandante das tropas dos Estados Unidos que atuam na região, de que o número de ataques de milicianos supostamente ligados ao Talebã registrados na fronteira entre Afeganistão e Paquistão triplicou em algumas áreas, tendo como alvo forças americanas e afegãs. Esse aumento teria ocorrido apesar de um cessar-fogo acertado no lado paquistanês da fronteira, onde militares do país combatiam milicianos pró-Talebã com bases na Província paquistanesa do Waziristão. 'Avanço' Com a mudança, a Otan vai comandar cerca de 32 mil soldados, incluindo 12 mil soldados americanos que já estão no leste do país. Segundo Appathurai, a decisão representou um voto de confiança na missão da organização. "Isso mostra que a operação está avançando. Eu acho que mostra que a missão está sendo bem-sucedida", afirmou. Questionado se os soldados americanos poderiam ser deslocados para o sul, onde há problemas, Appathurai disse não conhecer nenhum limite imposto por Washington em relação à movimentação das tropas. A violência no Afeganistão aumentou nos últimos meses, com vários confrontos entre as forças internacionais e os militantes do Talebã. Diferenças Afeganistão e Paquistão discordam da forma de combater o movimento Talebã na fronteira comum entre os países. O presidente afegão, Hamid Karzai, criticou principalmente o acordo feito pelo general Pervez Musharraf, líder do Paquistão, com militantes pró-Talebã na fronteira. Ele diz que os ataques aumentaram e que os dados apresentados pelos militares americanos confirmam isso. De acordo com o tenente-coronel americano John Paradis, em alguns casos houve “o dobro (de ataques), em alguns casos, o triplo” em regiões montanhosas das Províncias afegãs de Paktika e Khost. Karzai também sugeriu que o Paquistão ignora o fato de que simpatizantes do Talebã usam partes do país para lançar ataques contra o Afeganistão e acusa o governo paquistanês de dar abrigo para ex-líderes do regime. Encontro O presidente americano, George W Bush, intermediou negociações entre Karzai e Musharraf em Washington na terça-feira em uma tentativa de acabar com as diferenças entre os dois líderes. Em uma aparição pública depois do encontro, Karzai e Musharraf não se falaram e nem apertaram as mãos. Musharraf está agora na Grã-Bretanha para se encontrar com o primeiro-ministro Tony Blair sobre cooperação na área de segurança e sobre o Afeganistão. Mas o encontro poderá ser prejudicado por um documento preparado por uma consultoria ligada ao Ministério da Defesa britânico que diz que o serviço de inteligência do Paquistão (ISI) ajudou indiretamente o Talebã e a al-Qaeda. Musharraf negou veementemente o resultado do documento. Em uma entrevista à BBC, ele disse que os serviços de inteligência estão fazendo um "trabalho excelente" ao capturar militantes e rejeitou pedidos para que os serviços fossem reformulados. O Ministério da Defesa disse que as alegações contidas no documento não representam a opinião do governo. |
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