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Musharraf defende serviço de inteligência paquistanês | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, refutou com irritação as alegações de que o serviço de inteligência de seu país tenha ajudado indiretamente o Talebã e a Al-Qaeda. Em entrevista à BBC nesta quarta-feira, o general Musharraf afirmou que seus serviços de inteligência estão fazendo "um trabalho excelente" na localização e na captura de militantes. As alegações estão em um documento redigido por um integrante do Ministério da Defesa britânico, afirmando que o Paquistão está à beira do caos. O documento também diz que a guerra do Iraque ajudou os extremistas a recrutarem mais pessoas. Segundo o documento, o serviço de inteligência paquistanês dá ajuda indireta ao terrorismo ao apoiar festividades religiosas no país. Um porta-voz do ministério disse que "o estudo acadêmico não representa a opinião do ministério ou do governo". Musharraf deu uma entrevista para o programa Newsnight, da BBC, antes de um jantar em Washington com os presidentes dos Estados Unidos, George W. Bush, e do Afeganistão, Hamid Karzai. O general disse estar "completamente satisfeito" com a cooperação do Paquistão na luta contra o terrorismo e rejeitou a sugestão de que o serviço de inteligência fosse desativado. O presidente paquistanês também rejeitou as alegações feitas por Karzai de que o Paquistão não estaria fazendo o suficiente para lutar contra o extremismo na região de fronteira entre os dois países. Musharraf recusou-se ainda a retirar sua declaração de que o vice-secretário de Estado americano, Richard Armitage, teria ameaçado bombardear o Paquistão até "voltar à Idade da Pedra" caso não cooperasse com os Estados Unidos após os ataques do 11 de Setembro. "Eu não retiro as declarações. Por que deveria retirá-las agora que o senhor Armitage está negando?", disse. Jantar na Casa Branca O jantar realizado na Casa Branca com a presença dos três líderes é uma tentativa de acalmar os ânimos entre Paquistão e Afeganistão. A principal tensão entre os dois países é a luta contra o Talebã na região da fronteira. Quase cinco anos depois de o Talebã ter sido retirado do poder no Afeganistão, milhares de soldados internaiconais ainda permanecem no país para capturar seus seguidores, que se reorganizaram. A violência e os conflitos têm aumentado, especialmente no sul do país. Nesta quarta-feira, forças de segurança afegãs e da Otan afirmaram terem matado 25 insurgentes na província de Helmand. Karzai afirma que o Paquistão tem fingido não ver que apoiadores do Talebã usam partes do país para treinar e lançar ataques contra o Afeganistão. O presidente afegão também acusa o Paquistão de dar abrigo a ex-líderes do Talebã. Musharraf nega as alegações e acusa Karzai de inércia. Na terça-feira, em um encontro com Karzai, o presidente Bush reafirmou o comprometimento dos Estados Unidos em apoiar a reconstrução e a segurança do Afeganistão. Mas, segundo correspondentes, Bush está cada vez mais impaciente com as trocas de farpas entre Karzai e Musharraf. |
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