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Forças da Otan matam 25 no Afeganistão | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Forças do Afeganistão e da Otan no país disseram ter matado 25 combatentes do Talebã nesta quarta-feira, dia em que o presidente afegão Hamid Karzai tem em Washington um encontro com o paquistanês Pervez Musharraf e o americano George W. Bush para discutir a segurança no país. Segundo informações oficiais, os rebeldes, mortos em combates na Província de Helmand, no sul do país, estavam envolvidos em um ataque a um posto policial no distrito de Garmser. Em outro incidente, três soldados italianos, que fazem parte do contingente da Otan, ficaram feridos quando o veículo em que viajavam passou por explosivos em uma estrada nas proximidades da cidade de Herat, no oeste do Afeganistão. Um militante suicida também atacou militares da Otan na região de Kandahar, no sul do país, e acabou ferindo um civil que passava pelo local. Cinco anos depois de uma invasão liderada pelos Estados Unidos e a derrubada do Talebã, as forças da Otan, que assumiram o comando do sul do país em junho, enfrentam uma forte resistência por parte dos integrantes da milícia que governava o Afeganistão. Reunião em Washington A nova onda de violência ocorreu poucas horas antes de Bush receber Karzai e Musharraf para um jantar na Casa Branca. Os presidentes afegão e paquistanês têm se desentendido quanto à melhor estratégia para capturar militantes e controlar o movimento deles na fronteira que os dois países dividem. O porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, reconheceu que as divergências preocupam o governo americano. "Certamente nós entendemos que há tensões entre os países e nós vamos fazer tudo o que pudermos, que eles queiram que façamos, para ajudar a resolvê-las", afirmou Snow. O comandante das tropas britânicas no Afeganistão, Ed Butler, disse que as suas forças asseguraram um acordo com líderes locais da área de Musa Qala, na Província de Helmand, que teria contido os ataques nas últimas duas semanas. Correspondentes da BBC informam, entretanto, que ainda não está claro se a diminuição do número de ataques é um sinal de progressou ou simplesmente uma trégua do Talebã. Um militar americano disse à agência de notícias Associated Press que o número de ataques na fronteira leste do Afeganistão teria triplicado desde que forças paquistanesas e líderes locais que apóiam o Talebã. O objetivo do acordo era justamente evitar que militantes realizassem ataques do outro lado da divisa. |
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