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Dez anos depois do Talebã, Cabul mostra diferenças | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Há dez anos o movimento Talebã tomou a capital do Afeganistão, Cabul, introduzindo sua rigorosa interpretação do islamismo. Entre as medidas adotadas estava a proibição de que as mulheres trabalhassem e estudassem. Punições para a violação de várias normas impostas pelo Talebã incluíam morte por apedrejamento e amputações. O Talebã foi removido do poder à força em 2001, mas hoje o Afeganistão enfrenta, novamente, o ressurgimento da militância do grupo. Música Em 1996, o mundo mudou de forma irreconhecível para muitos afegãos. As mulheres, em especial, sofreram com mudanças radicais impostas pelo Talebã. Dezenas de milhares perderam os seus empregos, escolas de meninas foram fechadas e as mulheres foram proibidas de aparecer em público se não estivessem cobertas da cabeça aos pés pela burca. Prazeres corriqueiros foram proibidos pelo Talebã com um rigor jamais visto pelo mundo islâmico moderno. No Afeganistão do Talebã não havia música, televisão ou imagens de qualquer tipo. Até empinar pipa - um passatempo muito popular entre as crianças afegãs - foi considerado frívolo e anti-islâmico. A Cabul de 2006 é muito, muito diferente. As tradições dos muçulmanos ainda estão presentes. Este é o mês do Ramadã - um período para jejum e oração. Mas o que é diferente agora, de acordo com um amigo afegão, é que se você preferir não jejuar não será punido. A polícia religiosa não mais vigia cada movimento das pessoas. A música - não apenas melodias tradicionais afegãs, mas batidas tecno e rap - agora é ouvida em rádios em toda a cidade. Ressurgimento do Talebã Mas este novo estilo de vida cosmopolita é uma amostra muito limitada do Afeganistão. Conflito e pobreza opressiva ainda atrasam muitas das mudanças que alcançaram apenas poucas e as mais afluentes cidades. E, claro, o Talebã está novamente emergindo como uma força política e militante nas províncias do sul do país. O grupo tem algum apoio, pelo menos entre aqueles que acreditam que as forças estrangeiras no Afeganistão são apenas a última onda de agressores coloniais. Mas em Cabul descobri apenas medo - medo de que o progresso feito em cinco anos desde que o Talebã fugiu da cidade possa estar ameaçado. Todos - desde jovens mulheres que agora estão estudando no campus da Universidade de Cabul aos trabalhadores imigrantes que procuram emprego na crescente indústria de construção de Cabul - estão com medo. A era do Talebã foi uma era obscura e ninguém quer que ela retorne. |
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