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Atualizado às: 26 de setembro, 2006 - 15h41 GMT (12h41 Brasília)
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Ataque suicida mata pelo menos 18 no Afeganistão
Helicóptero da Otan remove corpo de soldado italiano morto
Helicóptero da Otan remove corpo de soldado morto em ataque em Cabul
Pelo menos 18 pessoas foram mortas nesta terça-feira em uma explosão perto do gabinete do governador de uma Província no sul do Afeganistão, segundo informações de autoridades afegãs.

Autoridades culparam um suicida pelo atentado. Ele teria sido parado em um bloqueio policial na capital da Província de Helmand, Lashkar Gah, quando detonou o dispositivo que levava.

Em outro incidente, uma bomba colocada debaixo de uma ponte atingiu um comboio de soldados liderados pela Otan na capital, Cabul.

Um soldado da Otan, o soldado italiano Giorgio Langella, e uma criança afegã foram mortos. A missão da Otan no Afeganistão informou que pelo menos dez pessoas também ficaram feridas no ataque.

Peregrinos feridos

O ataque de Lashkar Gah ocorreu no primeiro de uma série de bloqueios de segurança do lado de fora do complexo onde fica o escritório do governador de Helmand, Mohammed Daoud Safi.

Ele estava dentro do complexo e não foi ferido pela explosão, segundo informações da polícia.

"Este foi um ataque suicida. Um homem carregando explosivos junto ao corpo foi parado pela polícia em um ponto de controle e então ativou a bomba", afirmou o policial Mohammed Nabi Mullankhail à agência de notícias France Presse.

Ele afirmou que três dos mortos eram policiais. Também foi informado que, entre os mortos, 12 eram civis e outros três eram do Exército afegão.

Pelo menos 17 pessoas ficaram feridas no ataque.

Muitas das vítimas eram peregrinos afegãos tentando conseguir permissão para viajar para Meca, na Arábia Saudita, para a peregrinação do Hajj, segundo um porta-voz.

Presidentes

Os ataques desta terça-feira ocorrem no dia em que o presidente americano George W. Bush vai se reunir com o presidente afegão Hamid Karzai. Na quarta-feira os dois vão participar de um jantar com o presidente paquistanês Pervez Musharraf na Casa Branca, em Washington.

Durante o fim de semana Bush afirmou que os Estados Unidos "e seus aliados vão continuar com o povo afegão enquanto eles defendem suas vitórias democráticas".

Mas os outros dois líderes ainda culpam um ao outro pela retomada do extremismo e violência na região, segundo o correspondente da BBC nos Estados Unidos Jonathan Beale.

Karzai afirma que o Paquistão deve fiscalizar as escolas islâmicas tradicionais, pois "não haverá um fim ao terrorismo a não ser que sejam removidas as fontes do ódio nas madrassas e nos campos de treinamento".

Musharraf respondeu afirmando que Karzai precisa afastar seu povo do Talebã e, "quando mais cedo Karzai compreender o ambiente de seu próprio país, mais fácil será para ele".

Centenas de pessoas já foram mortas pela violência em ascensão no Afeganistão neste ano.

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