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Guerra do Iraque estimula o terror, diz relatório dos EUA | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Partes de um relatório sobre terrorismo global elaborado pelas 16 unidades do serviço secreto americano sugerem que o envolvimento no conflito do Iraque tornou os Estados Unidos mais vulneráveis ao terrorismo. Segundo o documento, o conflito no Iraque se tornou uma questão de honra para militantes islâmicos ao redor do mundo e vem "ajudando a recrutar seguidores para o movimento jihadista global" e formando uma nova geração de terroristas. No entanto, o documento também afirma que "os esforços na luta contra o terrorismo liderada pelos Estados Unidos provocaram graves danos à liderança da Al-Qaeda e prejudicaram suas operações". Diz ainda que um fracasso dos terroristas no Iraque reduziria o número de militantes determinados a continuarem a luta. Trechos do relatório foram tornados públicos pela Casa Branca nesta terça-feira depois de terem sido vazados para a imprensa e publicados no jornal The New York Times. Motivações políticas Irritado com o vazamento das informações, o presidente americano, George W. Bush, acusou os responsáveis de agirem com motivações políticas, já que falta pouco tempo para as eleições para o Congresso dos Estados Unidos, marcadas para novembro. Bush afirmou que essas pessoas estavam tentando enganar o público americano. Disse também que a divulgação do relatório deixaria que o público julgasse o documento por si próprio. Os trechos vazados foram usados por Democratas da oposição para justificar o argumento de que ir ao Iraque foi um erro. Bush, no entanto, afirmou que essa interpretação é "ingênua". "Acho um erro acreditarem que uma ofensiva contra pessoas que querem fazer mal ao povo americano nos torne menos seguros", disse Bush. No passado, o presidente já rebateu esse argumento diversas vezes, afirmando que os militantes islâmicos já odiavam os Estados Unidos muito antes das invasões do Iraque ou do Afeganistão. Segundo Justin Webb, correspondente da BBC em Washingnton, o relatório traz munição tanto para os que apóiam quanto para os que são contra a invasão do Iraque. Entre as outras questões abordadas pelo documento estão o aumento, em número e extensão geográfica, dos militantes, o risco de mais ameaças a alvos americanos, o risco de ataques ao redor do mundo, a importância dada à Europa como alvo pelos militantes e as conseqüências da perda de líderes importantes na Al-Qaeda. |
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