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Atualizado às: 16 de setembro, 2006 - 09h09 GMT (06h09 Brasília)
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Em 5 dias, polícia encontrou 176 corpos em Bagdá
Soldado com arma, atrás de barreira
Plano prevê acesso a Bagdá apenas via postos de controle
A polícia iraquiana informou, neste sábado, ter encontrado, em diferentes pontos de Bagdá, mais 47 corpos – o que eleva para 176 o número de vítimas não identificadas encontradas na capital com sinais de tortura.

As vítimas teriam sido mortas nas últimas 24 horas. A maioria foi executada com tiros na cabeça ou no peito e estava com os pés e mãos amarrados.

A polícia não conseguiu descobrir ainda o que está por trás desse recente aumento no número de corpos não identificados encontrados na capital.

Acredita-se que muitas das vítimas tenham sido assassinadas por milícias sectárias, mas que outras possam ter sido mortas por criminosos em busca de resgate.

Trincheiras

O Iraque tem sido palco de uma onda de violência sectária nos últimos seis meses – que foi detonada pelo ataque contra um templo xiita na cidade de Samarra em fevereiro.

Na sexta-feira, em meio à continuada onda de violência no país, o ministério do Interior do Iraque anunciou planos para aumentar a segurança na capital, Bagdá, com a construção de trincheiras e postos de controle em torno da cidade.

O objetivo do plano é impedir a entrada e a saída de insurgentes na capital. No entanto, segundo correspondentes da BBC na cidade, seriam necessários meses para que as trincheiras fossem montadas, já que Bagdá tem um perímetro de 80 quilômetros.

O brigadeiro Abdul Karim, do ministério do Interior, disse à BBC que centenas de estradas menores seriam fechadas, de acordo com o plano, que deve começar a ser colocado em prática daqui a três semanas. O acesso à cidade só poderia ser feito através de 28 postos de controle.

Ele disse que equipamentos para detectar armas e explosivos seriam instalados em pontos-chave.

Basra

Em Basra, forças de segurança iraquianas devem dar início nos próximos dias a uma operação militar de grande escala contra forças sectárias.

A cidade, que é a segunda maior do Iraque, não tem sofrido tanto com a violência quanto Bagdá, mas forças de segurança locais dizem que estão determinadas a acabar com a atividade de esquadrões da morte e ataques com morteiros em áreas residenciais.

De acordo com o correspondente da BBC no Iraque, James Shaw, a maior parte da população de Basra é xiita. Lá, o principal problema é o ataque de rebeldes sunitas contra os xiitas.

Segundo o o general Ali Hammadi, líder do comitê de segurança da cidade, milhares de tropas farão parte da operação, que contará com apoio de soldados britânicos.

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