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Atualizado às: 24 de setembro, 2006 - 04h48 GMT (01h48 Brasília)
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Guerra no Iraque 'fez crescer ameaça do terrorismo'
Destroços de veículo militar americano em Bagdá
Conflito teria ajudado a disseminar o radicalismo islâmico pelo mundo
Um relatório elaborado por agências de inteligência americanas concluiu que a guerra no Iraque fez crescer a ameaça do terrorismo em todo o mundo, de acordo com informações do jornal The New York Times.

O diário americano publica na edição deste domingo uma reportagem sobre as conclusões que teriam sido incluídas no relatório confidencial Estimativa da Inteligência Nacional.

O documento é produzido pelo Conselho Nacional de Inteligência dos Estados Unidos, órgão que reúne 16 diferentes agências de espionagem americanas.

Segundo a reportagem, o relatório avalia que a guerra no Iraque foi a principal razão para a disseminação global da ideologia da jihad.

Por isso, diz o jornal, as agências de inteligência estimam que o conflito ajudou a estimular uma nova geração de radicalismo islâmico, que cresce com extrema rapidez.

Bin Laden

Outro trecho do relatório diz, segundo o New York Times, que a organização Al-Qaeda se expandiu, com novas células agora inspiradas pelo movimento islâmico radical, mas sem conexão direta com Osama Bin Laden.

O documento é a primeira avaliação completa sobre o terrorismo elaborado pelas agências de inteligência dos Estados Unidos desde a Guerra no Iraque.

A publicação da reportagem pelo The New York Times ocorre um dia depois do suposto vazamento, na França, de um outro relatório secreto.

No sábado, o jornal francês L'Est Republicain publicou a informação de que um memorando do serviço secreto francês dizia que o líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, teria morrido de tifo, em agosto, no Paquistão.

O presidente da França, Jacques Chirac, ordenou a abertura de um inquérito para investigar se houve, de fato, o vazamento de um documento sigiloso.

"A informação não está confirmada, de maneira nenhuma. Portanto, não posso fazer comentários", disse Chirac.

De acordo com a agência de notícias Reuters, funcionários dos serviços de inteligência americanos disseram que não há nenhuma razão para acreditar que as informações sobre a suposta morte de Bin Laden sejam mais críveis que rumores anteriores sobre sua morte.

O governo do Paquistão também disse não ter recebido informações que pudessem corroborar a reportagem do jornal francês.

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