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Atualizado às: 28 de setembro, 2006 - 16h12 GMT (13h12 Brasília)
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Ataques do Talebã 'triplicaram', diz militar dos EUA
Armas apreendidas por forças do Paquistão na fronteitra com o Afeganistão
Armas apreendidas por forças do Paquistão na fronteitra com o Afeganistão
O número de ataques de milicianos supostamente ligados ao Talebã registrados na fronteira entre Afeganistão e Paquistão triplicou em algumas áreas, tendo como alvo forças americanas e afegãs, de acordo com um comandante das tropas dos Estados Unidos que atuam na região.

O aumento ocorreu apesar de um cessar-fogo acertado no lado paquistanês da fronteira, onde militares do país combatiam milicianos pró-Talebã com bases na Província paquistanesa do Waziristão.

De acordo com o tenente-coronel John Paradis, em alguns casos houve “o dobro (de ataques), em alguns casos, o triplo” em regiões montanhosas das Províncias afegãs de Paktika e Khost.

Ele acrescentou que o aumento no número de ataques poderia ser atribuído a uma intensificação das operações dos soldados afegãos e americanos na região.

Faz quase cinco anos que o Talebã foi removido à força do poder no Afeganistão, mas milhares de tropas internacionais continuam no país à caça de partidários do Talebã, que se reorganizaram.

Jantar

Afeganistão e Paquistão discordam da forma de combater o movimento Talebã na sua fronteira comum.

O presidente afegão, Hamid Karzai, acusa o Paquistão de não fazer o suficiente para combater os militantes - crítica que o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, rejeita categoricamente.

Nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, apelou para que Musharraf e Karzai deixem de lado suas divergências e se unam no combate ao terrorismo. Bush ofereceu um jantar em Washington para os dois líderes.

"Nós temos vários desafios à frente (...) então o jantar de hoje é uma oportunidade para que discutamos estratégias juntos para conversar sobre a necessidade de cooperar, para garantir que as pessoas tenham uma esperança no futuro", disse Bush a repórteres antes da refeição.

Documento britânico

Musharraf rejeitou com veemência alegações de que o serviço secreto do Paquistão, o ISI, teria ajudado a Al-Qaeda e o Talebã.

Um documento preparado por uma consultoria ligada ao Ministério da Defesa britânico diz que o ISI teria, de forma indireta - ao apoiar grupos religiosos no Paquistão -, prestado apoio a grupos terroristas.

Mas em entrevista à BBC, Musharraf disse que seus serviços de inteligência teriam feito um "excelente trabalho" e que estes estariam perseguindo e prendendo militantes.

O ministério da Defesa britânico disse que as alegações do documento feito pela consultoria não representam a visão do governo.

Mas Musharraf disse que vai discutir o assunto com o primeiro-ministro Tony Blair na sua passagem por a Londres nesta quinta-feira.

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