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Atualizado às: 01 de setembro, 2006 - 10h16 GMT (07h16 Brasília)
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Síria promete restringir entrada de armas no Líbano
Bashar al-Assad, presidente da Síria
Encontro com presidente sírio foi 'construtivo', disse Kofi Annan
A Síria concordou em tomar "todas as medidas necessárias" para controlar o fluxo de armas na sua fronteira com o Líbano, anunciou nesta sexta-feira o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

O anúncio pode ser um passo importante para sustentar o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, já que o acordo pressupõe o fim do fornecimento secreto de armas à milícia.

"Tive uma discussão longa e construtiva com o presidente (da Síria, Bashar al-Assad) sobre a resolução 1701 da ONU e sua aplicação", disse Kofi Annan.

"Ainda que reforçando as objeções sírias à presença de forças estrangeiras ao longo da fronteira sírio-libanesa, o presidente me prometeu que a Síria tomará todas as medidas necessárias para implementar totalmente o parágrafo 15 da resolução, que trata do embargo de armas."

Fronteira

A Síria é vista como um país que apóia o Hezbollah e uma peça importante na manutenção do cessar-fogo.

Os sírios, que mantiveram tropas no Líbano durante 29 anos até o ano passado, negam que apóiem a milícia libanesa com armas, assim como negam que o grupo receba material por meio de sua fronteira, duas acusações sustentadas por Israel.

O presidente Assad também chegou a dizer que pode fechar a fronteira com o país vizinho caso ela passe a ser patrulhada por tropas da ONU.

O enviado da Organização das Nações Unidas à região, Terje Roed-Larsen, já afirmou, porém, que a intenção da missão é parar com o tráfico de armamentos, e não necessariamente patrulhar a fronteira – o que poderia ser feito por tropas libanesas.

Outro ponto em que a ONU deu sinais que a Síria poderia ajudar seria na liberação dos soldados israelenses capturados pelo Hezbollah no dia 12 de julho.

Desde o início do conflito, a milícia disse que só libertaria os soldados em troca de militantes que estão presos em Israel.

Representantes da ONU sugerem que uma solução intermediária seria entregar os soldados a uma terceira parte – possivelmente o governo libanês – até que uma solução final pudesse ser atingida.

Observadores dizem que Annan quer o apoio da Síria para a idéia.

O secretário-geral está em um giro pelo Oriente Médio que já inclui o Líbano, Israel e os territórios palestinos. Ele ainda visita a Jordânia.

O objetivo é buscar apoio e garantias para implementar a resolução da ONU que estabeleceu o cessar-fogo no Líbano e que prevê a ampliação das tropas internacionais no país, a retirada de Israel da região, a libertação dos soldados israelenses e o fim das hostilidades dos dois lados.

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