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Atualizado às: 31 de agosto, 2006 - 16h53 GMT (13h53 Brasília)
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Líbano terá mais US$ 940 milhões para reconstrução
Fuad Siniora, premiê libanês
O premiê libanes fez um apelo por verbas no encontro em Estocolmo
Os participantes de uma conferência internacional de doadores anunciaram nesta quinta-feira que irão ceder US$ 940 milhões para a reconstrução do Líbano.

O anúncio foi feito pelo Ministro das Relações Exteriores da Suécia, Jan Eliasson, em Estocolmo, onde ocorre a reunião. A expectativa era de que o encontro levasse à arrecadação de US$ 500 milhões.

Com essa quantia e outras verbas prometidas anteriormente, o total já previsto para gastos com a reconstrução do país após a recente guerra envolvendo o grupo Hezbollah e forças israelenses chega a US$ 1,2 bilhão.

Antes do anúncio, falando aos participantes da reunião, o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, havia afirmado que seu país teve um prejuízo de bilhões de dólares com o confronto.

“Os danos diretos desta última invasão à nossa infra-estrutura e às propriedades públicas e privadas estão agora na casa dos bilhões de dólares, enquanto as perdas do PIB, de empregos e diretas e indiretas na economia, incluindo as perdas no turismo, agricultura e indústria devem representar mais alguns bilhões”, afirmou ele.

Agricultura

Além da falta de dinheiro imediata, outro problema enfrentado pela economia libanesa é o bloqueio ainda imposto por Israel ao país.

Na quarta-feira, apesar dos pedidos da ONU para que levante o bloqueio, o primeiro-ministro de Israel disse que isso só ocorrerá quando a resolução 1701 da organização for totalmente implementada.

A resolução foi o mecanismo encontrado pela ONU para promover um cessar-fogo e prevê, entre outros pontos, que 15 mil soldados da organização sejam enviados ao sul do Líbano, ao lado de 15 mil soldados libaneses – o que ainda não ocorreu.

Todos os setores da economia libanesa foram atingidos durante a guerra, mas um dos mais afetados é a agricultura, segundo a agência de ajuda internacional Oxfam.

Segundo a organização, durante os 34 dias de confronto, 85% dos fazendeiros libaneses perderam parcial ou totalmente suas plantações e seu meio de vida.

A situação é particularmente grave porque 35% dos pobres do país dependem da agricultura para viver e 75% dos agricultores têm propriedades pequenas, muitas vezes com menos de um hectare.

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