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Annan pede fim de bloqueio israelense ao Líbano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu nesta segunda-feira no Líbano, na primeira etapa de sua viagem ao Oriente Médio, que Israel suspenda o bloqueio que impõe aos portos e aeroportos libaneses e que o grupo Hezbollah liberte dois soldados israelenses que mantém prisioneiros. A captura dos dois soldados, em julho, foi o estopim do início do conflito no sul do Líbano, encerrado há duas semanas. Annan afirmou que a trégua entre Israel e o Hezbollah criou a oportunidade para "um cessar-fogo de longa duração e uma paz de longa duração". Segundo o secretário, todos os lados envolvidos devem implementar a resolução da ONU responsável pelo fim do conflito. "Concessões dolorosas" Depois de chegar ao aeroporto de Beirute, Annan encontrou-se com o premiê libanês, Fouad Siniora, e com o presidente do Parlamento, Nabih Berri, um aliado do Hezbollah. Conforme Annan, o presidente do Parlamento "assegurou a determinação do governo e do povo libanês em implementar a resolução 1701 da ONU fielmente e a expectativa de que o governo israelense faça o mesmo". Antes, ao chegar a Beirute, Annan disse que a paz no Líbano vai exigir "concessões dolorosas" de todos os lados. O secretário-geral da ONU disse que ainda há "muito trabalho" a ser feito, mas que a ONU e a comunidade internacional estão determinadas a trabalhar "muito, muito intensamente" para assegurar que a resolução seja implementada. Papel da força de paz A viagem de Annan tem o objetivo de consolidar o cessar-fogo entre Israel e o grupo Hezbollah, que pôs fim ao conflito de quatro semanas. Depois do Líbano, Annan vai visitar ainda Israel, os Territórios Palestinos, a Síria e o Irã. O papel da força de paz da ONU e o bloqueio de Israel a portos e aeroportos libaneses também foram discutidos por Annan e Siniora. "Esperamos que essa conversa tenha resultado positivo", disse Siniora. "Em relação aos bloqueios, devem ser levantados... mas não nas próximas 24 horas." Israel impôs o bloqueio após o início do conflito, no mês passado, e afirmou que ele permanecerá até que seja implementado um embargo contra o Hezbollah. Troca de prisioneiros O governo israelense quer mais garantias de que o Hezbollah não vai ser rearmado e de que os dois soldados seqüestrados pelo grupo em 12 de julho serão libertados. Siniora afirmou que ele e Annan discutiram a questão dos prisioneiros libaneses mantidos em Israel, assim como a das Fazendas de Shebaa - território controlado por Israel e exigido pelo Líbano, com apoio da Síria. No domingo, o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse que foram iniciados contatos para uma troca de prisioneiros, possivelmente envolvendo a Itália e o presidente do Parlamento. Israel negou qualquer negociação sobre troca de prisioneiros. A minsitra do Exterior de Israel, Tzipi Livni, afirmou, porém, que o conflito não será resolvido sem o retorno dos soldados israelenses. "Até que a questão dos dois soldados seja resolvida, todo o cessar-fogo tem pouca importância", disse Livni em uma visita a Berlim. Nasrallah afirmou que não teria ordenado a captura dos dois soldados israelenses se soubesse que levaria a uma resposta dessa magnitude. Mais de 1,1 mil libaneses e 159 israelenses foram mortos nos 34 dias do conflito, que deixou a maior parte do sul do Líbano em ruínas. A Unifil 2 (Força Interina da ONU no Líbano, na sigla em inglês), com 15 mil homens, incluindo 7 mil da União Européia para substituir o pequeno contingente atual da Unifil, está prestes a ser enviada para manter o frágil cessar-fogo. Nesta segunda-feira, a Turquia concordou em unir-se à força de paz. A ONU espera ter parte dos soldados em solo dentro de uma semana, apesar de a União Européia dizer que levará de dois a três meses para enviar toda a força de paz. |
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