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Ataques continuarão por pelo menos mais dez dias, diz Israel | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ofensiva israelense no Líbano prosseguirá pelo menos até o fim da semana que vem, disse nesta quarta-feirao ministro da Justiça de Israel, Haim Ramon. “Aconselho a todos demonstrar determinação e paciência, e deixar o Exército terminar o seu trabalho. Esta não é uma tarefa de um ou dois dias”, afirmou à rádio estatal o ministro. Ramon se referia à libertação de dois militares israelenses capturados no dia 12 de julho pelo grupo Hezbollah. “Todos os que atacarem a soberania de Israel sabem agora que o preço a se pagar é extremamente caro.” Olmert A afirmação coincide com a declaração dada também nesta quarta-feira pelo primeiro-ministro Ehud Olmert. O chefe de governo israelense disse que não haverá cessar-fogo no Líbano até que uma força internacional seja deslocada para o sul do país. Do contrário, ele insistiu, o grupo Hezbollah aproveitará o período de trégua para retomar os ataques a Israel. O cessar-fogo tem sido defendido sobretudo pela França, que provavelmente liderará uma missão de paz no Líbano. “Eu disse que estaria pronto para um cessar-fogo não quando forças internacionais estiverem prontas, mas quando elas forem deslocadas”, declarou Olmert. “Não vamos cessar os bombardeios e esperar semanas por uma força internacional, pois nessas semanas a realidade voltará a ser o que era, e não é o que queremos”. Olmert afirmou que as operações militares israelenses tinham alcançado seu objetivo de destruir a infra-estrutura do Hezbollah, incluindo mais de 700 posições da milícia, e expulsar da fronteira com Israel os simpatizantes do grupo. Avanço
As declarações do primeiro-ministro foram dadas depois que tropas israelenses avançaram cem quilômetros adentro do território libanês. Nesta madrugada, Israel ampliou suas operações terrestres e chegou até a cidade libanesa de Baalbek, no leste do país. A investida começou antes da meia-noite, com ataques aéreos. Pelo menos 11 civis, incluindo cinco membros da mesma família, morreram nos bombardeios. Depois, soldados israelenses desembarcaram de helicópteros e invadiram um hospital perto da cidade, iniciando uma batalha com militantes do Hezbollah que durou várias horas. O correspondente da BBC Martin Asser, que visitou Baalbek um dia antes dos ataques, disse que o clima na cidade estava tenso, e que muitas pessoas abandonaram as suas casas. Israel também atacou posições do exército libanês na cidade de Sidon, matando três militares libaneses. Capturas Em Baalbek, o Exército israelense disse ter capturado cinco militantes do Hezbollah, que teriam sido levados para Israel. Em seu canal de TV Al-Manar, o Hezbollah disse que esses não eram militantes, e sim “cidadãos comuns”, “com mais de 50 anos”.
“Desafiamos o Exército israelense a exibi-los para a mídia imediatamente”, declarou um parlamentar do Hezbollah para a região de Baalbek, Hussein Haj Hassan. A milícia manteve os ataques a Israel nesta quarta-feira. Segundo as autoridades israelenses, mais de 150 mísseis foram lançados contra alvos em Israel, deixando pelo menos um morto, num kibbutz próximo à cidade costeira de Naharyia. Um míssil também atingiu pela primeira vez um local próximo à cidade de Beit Shean, a quase 70 quilômetros da fronteira com o Líbano. Depois de quase três semanas de combates, cerca de 750 pessoas, a maioria civis, morreram nas ações israelenses no Líbano, segundo o governo libanês. Um total de 54 israelenses, incluindo pelo menos 18 civis, foram mortos pelos ataques do Hezbollah. |
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