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Confronto com Hezbollah mata dois soldados israelenses | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dois soldados israelenses e um militante do Hezbollah foram mortos em combates violentos no sul do Líbano. Os confrontos começaram depois que tanques e infantaria israelenses cruzaram a fronteira em busca de armas e esconderijos do Hezbollah. O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, disse que 300 pessoas foram mortas na ofensiva militar israelense. Pelo menos 55 civis morreram nos bombardeios israelenses desta quarta-feira. O Hezbollah disparou vários foguetes contra o norte de Israel. Duas crianças foram mortas na cidade de Nazaré. Foi o primeiro ataque com foguetes contra a cidade - a maior com população de maioria árabe em Israel. Desde o início da ofensiva de Israel contra o Hezbollah, na quarta-feria passada, 29 israelenses foram mortos - entre eles, 15 civis. Israel alega que está "lutando para tirar do Hezbollah o controle sobre as vidas dos civis libaneses e israelenses" e um comandante do Exército de Israel admitiu que o confronto pode levar semanas. Agências de ajuda humanitária dizem que está aumentando a necessidade por água e equipamento médico para atender aos cerca de 500 mil refugiados internos do Líbano. O presidente francês Jacques Chirac propôs a criação de "corredores humanitários", para proteger civis em fuga dos ataques aéreos de Israel. Hezbollah sob ataque As tropas israelenses no sul do Líbano receberam reforços nesta quarta-feira para destruir posições do Hezbollah. O brigadeiro-general Alon Friedman, comandante do Exército israelense, disse acreditar que os ataques tenham destruído cerca de metade do arsenal do Hezbollah, mas o grupo anunciou que mesmo que tenha as suas linhas de suprimentos cortadas pela ofensiva, ainda tem foguetes para atacar Israel “durante meses”. O Hezbollah também alega que obrigou Israel a recuar em uma das muitas frentes de batalha. Nesta quarta, um bairro cristão de Beirute, capital libanesa, foi atingido por forças israelenses pela primeira vez. Também nesta quarta, as cidades de Haifa e Nazaré foram atacadas por foguetes, deixando duas crianças e um adulto mortos nesta última, cuja maioria da população é árabe. Dezenas de mortos Novos ataques das forças israelenses no Líbano deixaram dezenas de civis mortos no sul e no leste. Os ataques visam desmantelar a capacidade militar da milícia xiita Hezbollah e segundo um correspondente da BBC em Jerusalém, Israel não está disposto a fazer esforços diplomáticos para encerrar o conflito. Moradores atingidos disseram que um ataque aéreo matou pelo menos 20 pessoas na cidade de Srifa, região sul e a Polícia disse que ao menos outros tantos morreram em outros bombardeios em Nabatiyeh, também no sul e em Baalbek, cidade da região norte. Um bairro cristão de Beirute foi fortemente bombardeado pela primeira vez, quando um helicóptero israelense aparentemente atacou um caminhão. O Hezbollah vem reagindo aos ataques israelenses lançando foguetes sobre a cidade israelense de Haifa, no norte do país. Nesta quarta-feira, ao menos seis novos ataques foram feitos. A ofensiva israelense já deixa um saldo de pelo menos 270 mortos, a maioria deles sendo civis, enquanto são 25 os israelenses mortos, 13 deles civis. Para o Exército israelense, os ataques ao Líbano são “restritos”. As operações militares de Israel em Gaza também continuam. Retaliação A invasão israelense no Líbano já entra no seu oitavo dia, tendo sido iniciada como uma retaliação de Israel após a captura de dois soldados israelenses e da morte de outros oito pelo Hezbollah. O grupo islâmico justificou sua ofensiva dizendo que tinha capturado os soldados para poder exigir a libertação de prisioneiros palestinos e libaneses em prisões de Israel. Mesmo tendo a solidariedade ao Hamas como pano de fundo, o gesto do Hezbollah também foi determinado pela sua própria situação no Líbano, onde cresce a pressão para que o grupo atenda uma resolução das Nações Unidas e se desarme. Os Estados Unidos também acusam o Hezbollah de estar atendendo a desejos políticos de Irã e Síria. |
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