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Atualizado às: 22 de março, 2006 - 10h43 GMT (07h43 Brasília)
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Líder do Irã apóia conversa com os EUA sobre o Iraque
Aiatolá Ali Khamenei
O Aiatolá Khamenei disse que o Irã já tem 'experiência' com as 'ameaças' da ONU
O líder espiritual do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, disse apoiar um encontro com os Estados Unidos sobre a instabilidade no Iraque, mas afirmou que o país não aceitará interferência com o seu programa nuclear.

É a primeira vez que Khamenei vem a público para apóiar a idéia da reunião sobre o Iraque, que está atualmente em discussão.

Ele também afirmou que o Irã não vai aceitar nenhuma decisão do Conselho de Segurança da ONU que vá contra os interesses do país.

O órgão está analisando que medidas tomará para tentar acabar com as atividades nucleares do Irã.

Os comentários de Khamenei, que tem a palavra final em todos os assuntos de Estado no Irã, foram feitos depois que grupos conservadores criticaram o que chamaram de uma mudança importante na política iraniana.

'Espertos'

"Se esse encontro representar uma oportunidade para que os americanos, espertos, continuem com as intimidações (em relação ao programa nuclear), as negociações sobre o Iraque serão proibidas", afirmou Khamenei na cidade de Mashhad.

Ele disse que a conversa com os Estados Unidos representaria uma oportunidade para que o Irã dissesse ao governo americano que deixe os iraquianos governarem a si mesmos.

O presidente americano, George W. Bush, disse apoiar o diálogo como uma forma de dizer ao iranianos "o que está certo ou errado nas atividades deles dentro do Iraque".

Ainda não foi definida uma data para a reunião, mas os dois governos já afirmaram que o programa nuclear iraniano não será incluído na agenda.

'Ameaças'

Khamenei disse que o Irã irá rejeitar qualquer decisão da ONU que tenha o objetivo de evitar que Teerã continue com o que diz ser um programa nuclear pacífico.

"Nós tivemos a experiência das (ameaças) do Conselho de Segurança na época da guerra (do Irã) com o Iraque. Qualquer coisa que seja contra os interesses do país nós não aceitaremos", afirmou.

"Nós enfatizamos que a tecnologia nuclear e a energia nuclear são um direito absoluto nosso", completou.

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, em conjunto com a Alemanha, tentam chegar a uma posição comum sobre como lidar com as atividades nucleares do Irã.

A Grã-Bretanha, a França e os Estados Unidos estão apoiando uma proposta de declaração do Conselho que exija que o Irã suspenda o enriquecimento de urânio.

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