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Atualizado às: 16 de março, 2006 - 16h48 GMT (13h48 Brasília)
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EUA e Irã admitem discussão bilateral sobre o Iraque
Larijani é o principal negociador nuclear iraniano
O Irã e os Estados Unidos afirmaram nesta quinta-feira que vão realizar discussões bilaterais sobre o Iraque.

O negociador de assuntos nucleares Ali Larijani disse que o Irã concordaria em manter as conversas "para resolver assuntos iraquianos" e ajudar a estabelecer um governo independente.

A Casa Branca afirmou que os Estados Unidos conversariam sobre o Iraque, mas não sobre o polêmico programa nuclear iraniano.

Os dois países não mantém relações diplomáticas desde 1979, quando a embaixada americana em Teerã foi invadida.

Mandato

Larijani não deixou claro quando, onde e em que nível as conversas serão realizadas.

O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, disse que o embaixador americano, Zalmay Khalilzad, foi autorizado a falar com o governo iraniano sobre o Iraque.

"Mas o mandato é muito pequeno e especificamente para lidar com assuntos relacionais ao Iraque," acrescentou.

McClellan disse que a questão do programa nuclear iraniano "é uma questão separada" para ser resolvida pela ONU.

Na semana passada, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) referiu o Irã ao Conselho de Segurança da ONU por causa do seu programa nuclear.

O Conselho começa a discutir o assunto esta semana.

Diálogo

Na última quarta-feira, o influente líder xiita Abdul Azizi al-Hakim pediu um "diálogo claro" entre os Estados Unidos e o Irã em relação ao Iraque.

Segundo o embaixador americano em Bagdá, Zalmay Khalilzad, apesar do Irã dizer que apoia a reconstrução do Iraque, "também está buscando uma estratégia complicada com alguns grupos extremistas, facilitando as atividades das forças que se opõem ao sistema".

Os Estados Unidos já acusaram o Irã no passado de apoiar os insurgentes iraquianos.

Nesta quinta-feira, o presidente Bush divulgou uma estratégia de segurança nacional para os Estados Unidos que identifica o Irã como a maior ameaça potencial para os interesses americanos.

O documento reafirma a política americana de ação militar preventiva contra terroristas e Estados hostis, que estariam em conformidade com antigos princípios de auto-defesa.

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