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O Irã é uma "grave preocupação", diz Bush | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, afirmou que o impasse criado pelo programa nuclear do Irã representa uma "grave preocupação relativa à segurança nacional" para os Estados Unidos. Bush fez as afirmações depois da ameaça feita pelo líder iraniano, de destruir Israel, e também pelo fato do governo americano acreditar que o Irã está tentando desenvolver armas nucleares. Bush afirmou que é essencial resolver estas questões diplomaticamente "para lidar com estas ameaças no presente". Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU se reuniram na sexta-feira para discutir o programa nuclear do Irã. Embaixadores da Grã-Bretanha, Estados Unidos, França, Rússia e China devem elaborar uma declaração particular para apresentar para o conselho na próxima semana. E o chefe de Política Exterior da União Européia, Javier Solana, disse que a guerra de palavras entre o Irã e os Estados Unidos "não está de acordo com a diplomacia normal". Solana lamentou o aumento da tensão entre os dois países, incluindo a ameaça do Irã de causar "dano e dor". "Este tipo de declaração... é sempre muito exaltada. Não está de acordo com a diplomacia normal. Minha preocupação não é com tais comentários, mas com as reações que eles podem produzir", disse. Solana também afirmou que não rejeita a possibilidade de sanções contra o Irã. Mas acrescentou que ainda há tempo para diplomacia e o povo europeu não quer transformar os iranianos em alvos. Reunião em Viena A decisão de levar o Irã ao Conselho de Segurança da ONU foi tomada depois de uma reunião de três dias da AIEA em Viena. O conselho tem o poder de impor sanções, mas ainda não está claro se os membros com poder de veto vão concordar. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse na quarta-feira que este tipo de medida não seria efetiva. "Não acho que sanções tenham jamais atingido o objetivo de resolver crises na história recente”, disse. O Irã, por sua vez, afirma que tentou de tudo para chegar a um acordo, mas o processo diplomático foi "seqüestrado" pelos Estados Unidos. "Não queremos confronto, mas se este é o desejo ou a política dos americanos, então a nação iraniana vai defender sua integridade e interesses nacionais", disse o embaixador iraniano na AIEA, Ali Asghar Soltanieh. O Conselho de Segurança da ONU deve discutir a questão no começo da próxima semana. |
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