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Atualizado às: 08 de março, 2006 - 15h55 GMT (12h55 Brasília)
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Ameaça feita pelo Irã é provocação, dizem EUA
Mohammed ElBaradei na abertura do encontro da AIEA
ElBaradei diz ainda ter esperança de que haverá acordo
O governo dos Estados Unidos qualificou como uma provocação as declarações feitas pelo principal delegado do Irã na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Javad Vaidi, que afirmou que os americanos poderão sofrer "danos e dor" se o Irã for levado ao Conselho de Segurança da ONU por causa de seu programa nuclear.

A decisão sobre o impasse poderá ser anunciada ainda nesta quarta-feira, em Viena, onde está reunida a diretoria da Agência Internacional de Energia Atômica da ONU (AIEA).

Javad Vaidi também deu a entender que o Irã pode considerar a hipótese de cortar as exportações de petróleo, mas disse que isso não deve ocorrer imediatamente.

"Não vamos usar o petróleo como arma agora porque não queremos entrar em confronto com outros países", disse ele à agência de notícias France Presse. "Mas se a situação mudar, vamos ter que rever nossas políticas."

O Irã é o quarto maior exportador de petróleo do mundo, e sua economia depende enormemente dessa atividade.

'Intimidação'

Na manhã desta quarta-feira, o presidente iraniano Mahmoud Ahmedinejad afirmou que o Irã não vai se "submeter à intimidação".

O chefe da AIEA, Mohamed El Baradei, entregou à diretoria da agência um relatório que afirma que o Irã estaria se preparando para realizar o enriquecimento de urânio em larga escala.

Na terça-feira, Estados Unidos e Rússia rejeitaram a proposta feita pelo Irã de enriquecer pequenas quantidades de urânio para pesquisas e importar a maior parte de seu combustível nuclear da Rússia.

Países ocidentais acreditam que o Irã quer desenvolver armas nucleares, o que o Irã nega.

O governo iraniano afirma que tem o direito de desenvolver seu setor nuclear para produzir energia para fins pacíficos.

Depois de três anos de negociações entre o Irã e a União Européia, nenhum resultado mais importante foi alcançado e o país retomou o enriquecimento de urânio em janeiro, depois de uma suspensão de pouco mais de dois anos.

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