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Agência remete Irã ao Conselho de Segurança da ONU | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou nesta quarta-feira que remeterá o programa nuclear do Irã ao Conselho de Segurança da ONU. A informação havia sido antecipada pelo embaixador dos Estados Unidos na AIEA, Gregory Schulte, que disse que o Irã não deu os passos necessários para conquistar a confiança da agência da ONU. A AIEA enviará ao Conselho de Segurança um relatório em que o chefe da agência, Mohamed El Baradei, afirma que o Irã estaria se preparando para realizar o enriquecimento de urânio em larga escala. Mais cedo, o principal delegado do Irã na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Javad Vaidi, afirmou que os americanos poderão sofrer "danos e dor" se o Irã for levado ao Conselho de Segurança da ONU por causa de seu programa nuclear. "Provocação" Javad Vaidi também deu a entender que o Irã pode considerar a hipótese de cortar as exportações de petróleo, mas disse que isso não deve ocorrer imediatamente. "Não vamos usar o petróleo como arma agora porque não queremos entrar em confronto com outros países", disse ele à agência de notícias France Presse. "Mas se a situação mudar, vamos ter que rever nossas políticas." As declarações foram classificadas "uma provocação" pelo governo dos Estados Unidos. O Irã é o quarto maior exportador de petróleo do mundo, e sua economia depende enormemente dessa atividade. Ainda na manhã desta quarta-feira, o presidente iraniano Mahmoud Ahmedinejad havia afirmado que o Irã não vai se "submeter à intimidação". Na terça-feira, Estados Unidos e Rússia rejeitaram a proposta feita pelo Irã de enriquecer pequenas quantidades de urânio para pesquisas e importar a maior parte de seu combustível nuclear da Rússia. Países ocidentais acreditam que o Irã quer desenvolver armas nucleares, o que o Irã nega. O governo iraniano afirma que tem o direito de desenvolver seu setor nuclear para produzir energia para fins pacíficos. Depois de três anos de negociações entre o Irã e a União Européia, nenhum resultado mais importante foi alcançado e o país retomou o enriquecimento de urânio em janeiro, depois de uma suspensão de pouco mais de dois anos. |
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