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Atualizado às: 08 de março, 2006 - 16h59 GMT (13h59 Brasília)
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Agência remete Irã ao Conselho de Segurança da ONU
Mohammed El Baradei na abertura do encontro da AIEA
El Baradei diz ainda ter esperança de que haverá acordo
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou nesta quarta-feira que remeterá o programa nuclear do Irã ao Conselho de Segurança da ONU.

A informação havia sido antecipada pelo embaixador dos Estados Unidos na AIEA, Gregory Schulte, que disse que o Irã não deu os passos necessários para conquistar a confiança da agência da ONU.

A AIEA enviará ao Conselho de Segurança um relatório em que o chefe da agência, Mohamed El Baradei, afirma que o Irã estaria se preparando para realizar o enriquecimento de urânio em larga escala.

Mais cedo, o principal delegado do Irã na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Javad Vaidi, afirmou que os americanos poderão sofrer "danos e dor" se o Irã for levado ao Conselho de Segurança da ONU por causa de seu programa nuclear.

"Provocação"

Javad Vaidi também deu a entender que o Irã pode considerar a hipótese de cortar as exportações de petróleo, mas disse que isso não deve ocorrer imediatamente.

"Não vamos usar o petróleo como arma agora porque não queremos entrar em confronto com outros países", disse ele à agência de notícias France Presse. "Mas se a situação mudar, vamos ter que rever nossas políticas."

As declarações foram classificadas "uma provocação" pelo governo dos Estados Unidos.

O Irã é o quarto maior exportador de petróleo do mundo, e sua economia depende enormemente dessa atividade.

Ainda na manhã desta quarta-feira, o presidente iraniano Mahmoud Ahmedinejad havia afirmado que o Irã não vai se "submeter à intimidação".

Na terça-feira, Estados Unidos e Rússia rejeitaram a proposta feita pelo Irã de enriquecer pequenas quantidades de urânio para pesquisas e importar a maior parte de seu combustível nuclear da Rússia.

Países ocidentais acreditam que o Irã quer desenvolver armas nucleares, o que o Irã nega.

O governo iraniano afirma que tem o direito de desenvolver seu setor nuclear para produzir energia para fins pacíficos.

Depois de três anos de negociações entre o Irã e a União Européia, nenhum resultado mais importante foi alcançado e o país retomou o enriquecimento de urânio em janeiro, depois de uma suspensão de pouco mais de dois anos.

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