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Irã é maior ameaça aos EUA na atualidade, diz Rice | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse nesta quinta-feira que o Irã é a maior ameaça aos Estados Unidos na atualidade. Em declarações a uma comissão do Congresso em Washington, Rice afirmou que o governo iraniano está determinado a desenvolver armas nucleares, é o "banqueiro central" do terrorismo e impede o avanço da democracia no Oriente Médio. As críticas a Teerã fazem parte da estratégia do governo de George W. Bush para obter a aprovação dos congressistas a um projeto de lei que prevê o financiamento de medidas para promover a democracia na República Islâmica. "Talvez nenhum país sozinho seja para nós um desafio tão grande como o Irã, cujas políticas estão dirigidas a criar um Oriente Médio que seria diferente em 180 graus ao Oriente Médio que gostaríamos de desenvolver", disse Rice. 'Coerção' Já o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse também nesta quinta-feira que "o povo do Irã não aceitará coerção e decisões injustas das organizações internacionais", segundo a TV iraniana. A declaração, feita durante uma visita à província do Lorestão, foi uma referência à decisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) de remeter a discussão sobre o programa nuclear iraniano ao Conselho de Segurança da ONU. Ahmadinejad afirmou também que "inimigos não podem forçar o povo iraniano a abrir mão de seus direitos". "Eles sabem que não são capazes de infligir o menor revés à nação iraniana porque precisam da nação iraniana", acrescentou o líder do Irã, país com a segunda maior reserva de petróleo do mundo. Conselho A decisão de levar o Irã ao Conselho de Segurança da ONU foi tomada depois de uma reunião de três dias da AIEA em Viena. O conselho tem o poder de impor sanções, mas ainda não está claro se os membros com poder de veto vão concordar. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse na quarta-feira que este tipo de medida não seria efetiva. "Não acho que sanções tenham jamais atingido o objetivo de resolver crises na história recente," disse. O embaixador americano na ONU, John Bolton, disse que o desafio do governo iraniano à comunidade internacional gera um senso de urgência. O Irã, por sua vez, afirma que tentou de tudo para chegar a um acordo, mas o processo diplomático foi "seqüestrado" pelos Estados Unidos. "Não queremos confronto mas se este é o desejo ou a política dos americanos, então a nação iraniana vai defender sua integridade e interesses nacionais", disse o embaixador iraniano na AIEA, Ali Asghar Soltanieh. O Conselho de Segurança da ONU deve discutir a questão no começo da próxima semana. |
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