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Candidato à presidência da Bolívia diz ser 'pesadelo para EUA' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O candidato à Presidência da Bolívia Evo Morales encerrou sua campanha eleitoral nesta quinta-feira dizendo que seu movimento é "um pesadelo para os Estados Unidos". Morales defende o fim das políticas de livre comércio e a legalização das plantações de coca, planta que tem uso tradicional, mas também é usada na produção de cocaína. Seu principal rival, o conservador Jorge Quiroga, encerrou a campanha prometendo criar novos empregos e prosperidade para os bolivianos. A Bolívia, que vai às urnas no domingo, teve cinco presidentes nos últimos quatro anos e está profundamente dividida. Atualmente, ela é governada pelo presidente interino Eduardo Rodríguez, que assumiu o cargo depois que uma série de protestos populares derrubou o ex-presidente Carlos Mesa em junho. Linha americana Oito candidatos concorrem nas eleições. As pesquisas sugerem que Morales, um índio da tribo Aymara que espera ser o primeiro presidente com essa identidade étnica do país, está ligeiramente na frente de Quiroga, que já foi presidente da Bolívia. Mas parece pouco provável que Morales consiga os 50% dos votos necessários para vencer, o que levaria a disputa para o Congresso, que decidiria o vencedor entre os dois primeiros colocados em janeiro.
Na quinta-feira, Morales disse a uma multidão em Cochabamba que já é hora de os humilhados pela história conduzirem o país, o mais pobre da América do Sul. O governo americano disse que espera que qualquer futuro governo da Bolívia honre seus compromissos anteriores de combater a produção de drogas ilegais. Quiroga, um engenheiro educado nos Estados Unidos, defende uma política de tolerância zero com a coca. Mercado aberto Ex-consultor do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, Quiroga disse que vai se concentrar em obter o cancelamento da dívida externa da Bolívia. Ele disse a eleitores na rica cidade de Santa Cruz de La Sierra que seu partido é o único que pode levar a Bolívia adiante. "Nessas eleições, há duas estradas a se escolher: a que leva para trás, usa nossos recursos e nos mantêm subdesenvolvidos, e a que nós queremos seguir, que leva ao progresso." "Primeiro, queremos empregos, queremos abertura de mercado, queremos construir novas estradas", disse Quiroga. No domingo, os bolivianos também devem eleger um novo congresso e novos prefeitos e governadores para os nove Estados do país. |
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