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Atualizado às: 15 de junho, 2005 - 08h56 GMT (05h56 Brasília)
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Protestos em La Paz deixam Evo Morales em baixa

Evo Morales
Pesquisas mostram Morales com apenas 6% das intenções de voto
O movimento que deixou La Paz sitiada e bloqueou as principais estradas da Bolívia também mexeu com as lideranças dos movimentos populares no país.

Evo Morales, líder do Movimento ao Socialismo (MAS) e dos plantadores de coca, e até então o principal líder oposicionista no país, apareceu pouco nas últimas semanas, dando lugar ao presidente da Federação das Associações de Moradores de El Alto, Abel Mamani, líder dos protestos em La Paz.

El Alto é a terceira maior cidade da Bolívia, com cerca de 800 mil habitantes, a poucos quilômetros de La Paz e onde ficam o aeroporto e as plantas distribuidoras de gás e gasolina que abastecem a principal cidade boliviana.

Uma pesquisa publicada nesta semana coloca Evo Morales em quarto lugar entre os candidatos a presidente, com apenas 6% das intenções de voto. Na eleição anterior, em 2002, Morales ficou em segundo lugar, com 20% dos votos, enquanto o vencedor, Gonzalo Sánchez de Lozada, foi eleito com 21,5%.

A pesquisa, dos jornais El Delber e Los Tiempos, mostra que 33% dos entrevistados ainda não têm candidato, 18% votariam no ex-presidente Jorge Quiroga, 17% no ex-presidente Carlos Mesa e 13% em Samuel Doria.

O sociólogo Álvaro Garcia Linera, professor da Universidade San Andrés, em La Paz, diz que este não é melhor momento para Evo Morales, mas acha que ele está se recuperando em relação a março deste ano, quando foi acusado pelo então presidente Carlos Mesa de desestabilizar o país.

Embora Mamani tenha sido o líder mais destacado nessas manifestações em La Paz, ele acha que foi a influência de Morales no interior da Bolívia que levou o protesto para outras regiões e provocou o bloqueio de estradas em todo o país. Ele também diz que, como as pesquisas se concentram nas áreas urbanas, o apoio a Morales pode ser maior do que parece, já que é concentrado nas áreas rurais.

Ao mesmo tempo, ele acha que o líder de El Alto não soube sair a tempo das manifestações, na sexta-feira, quando outros líderes concordaram com a trégua ao novo governo. “Mamani ficou mais radical e ficou sozinho nas manifestações”, avalia.

Carlos Toranzo, do Instituto Latinoamericano de Pesquisas Sociais, acha que é justamente a confusão de parcela da população de Evo Morales com as lideranças de El Alto que vão tirar votos do líder do MAS. “Ele perdeu muito do pouco que havia ganhado entre a classe média, que o considera muito radical”, afirma, embora ele não considere Morales tão radical quanto Mamani. “Ele tem muito apoio no campo, mas não nas áreas urbanas”, diz.

Gonzalo Chaves, professor da Universidade Católica Boliviana, concorda que Evo Morales não foi o líder que mais se destacou nos protestos das últimas semanas, mas acha que ainda é muito cedo para avaliar o que vai acontecer na campanha presidencial. “Evo Morales vai ser importante nos próximos anos na Bolívia”, afirma.

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