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Eduardo Rodríguez: de juiz a presidente da Bolívia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O novo presidente da Bolívia, Eduardo Rodríguez, tem como tarefa conduzir o país em meio a uma grave crise política e social, algo que ele jamais imaginou que pudesse acontecer. Isso porque Rodríguez, de 49 anos, que até agora era o presidente da Suprema Corte de Justiça boliviana, tem um perfil mais técnico do que político. Ele nasceu em 2 de março de 1956, na cidade de Cochabamba, no centro do país. Graduou-se como advogado em 1981, na Universidad Mayor de San Simón. Rodríguez também tem mestrado em administração pública, pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Professor Ao longo de sua carreira, foi subcontrolador de serviços legais e assessor-geral do Ministério das Relações Exteriores, entre outras funções. Ele participou da elaboração de diversas leis. Entre elas, o estatuto do funcionário público. O novo presidente boliviano também foi professor e chefe de estudos de direito da Universidad Andina Simón Bolívar e da Universidad Mayor de San Andrés, em La Paz. Em 1999, o Congresso o elegeu ministro da Suprema Corte, da qual chegou a presidente cinco anos depois. Os observadores afirmam que sua carreira, considerada irrepreensível, permitiu a Rodríguez uma vida discreta e sem ambições políticas. Tudo isso foi interrompida pelo fato de que ele era o terceiro na linha de sucessão constitucional da Bolívia. Sem partido Rodríguez chegou à presidência depois que o presidente Carlos Mesa renunciou, e os presidentes do Senado, Hormando Vaca Díez, e da Câmara dos Deputados, Mario Cossío, não aceitaram o mandato. Ele não é filiado a qualquer partido político. Talvez por isso, contou com um amplo apoio do Poder Legislativo e de alguns líderes sociais, que convocaram os protestos que paralizaram o país nas três últimas semanas. Rodríguez era considerado o preferido entre os possíveis herdeiros ao cargo, os impopulares Vaca Díez e Cossío. O próprio Mesa havia se manifestado a seu favor. A tarefa do novo presidente não será fácil: deverá conduzir um país convulsionado, com pedidos de eleições gerais antecipadas, a convocação de uma Assembléia Constituinte e um referendo de autonomia. |
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