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Bolívia marca eleição presidencial para dezembro | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente boliviano, Eduardo Rodríguez, convocou eleições gerais para o próximo dia 4 de dezembro e disse que espera que o pleito ajude a pôr fim na crise política do país. "Trata-se de um acontecimento muito importante que conclui uma etapa neste processo de transição democrática", disse Rodriguez na quarta-feira, ao promulgar o decreto que antecipa as eleições. Com o anúncio, foi dada a largada formal para o processo eleitoral, depois de o Congresso ter aprovado, nos últimos dias, uma reforma constitucional que possibilitou o adiantamento das eleições gerais. Rodríguez assumiu a Presidência da Bolívia em junho passado, depois que semanas de protestos da direita e da esquerda levaram à queda do presidente Carlos Mesa. Mesa, por sua vez, havia substituído Gonzalo Sánchez de Losada, que renunciou em 2003 por causa de uma revolta popular. Riquezas naturais Mesa renunciou após semanas de violentos protestos motivados por desentendimentos sobre o controle das riquezas naturais do país. Enquanto a esquerda defende a nacionalização das empresas exploradoras de gás natural e petróleo, empresários da província de Santa Cruz - onde estão concentrados os recursos naturais - lutam por maior autonomia. Eduardo Rodríguez havia prometido convocar as eleições desde que assumiu o poder, e, em dezembro, também serão eleitos os prefeitos das nove regiões da Bolívia pela primeira vez - até agora, eles eram apontados pelo presidente. Além das eleições, Rodríguez convocou a formação de um conselho pré-constituinte e pré-autonômico, que deve preparar a eleição dos representantes de uma assembléia constituinte e um referendo sobre autonomias regionais em julho do ano que vem - duas das exigências-chave dos manifestantes. |
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