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Perfil: Carlos Mesa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Ao chegar à Presidência da Bolívia em outubro de 2003, uma das qualidades destacadas sobre Carlos Mesa era o fato de não pertencer à classe política tradicional. Ele chegara ao posto de vice-presidente de seu antecessor, Gonzalo Sánchez de Lozada, sem ser afiliado a nenhum partido. Assumiu um país em turbulência política e social. Historiador e jornalista, em 19 meses de governo Mesa foi obrigado a aprender a fazer articulações. Foi elogiado por analistas políticos em março deste ano, quando o Congresso rejeitou o seu primeiro pedido de renúncia. A imagem do presidente saiu fortalecida do episódio, num momento em que manifestações de ruas e bloqueios das estradas começavam a sufocar o governo. Sobrevida O que à época parecia ser uma cartada política brilhante, apenas ganhou alguns meses de sobrevida para uma administração bombardeada por críticas pela oposição de esquerda – que tem mostrado forte poder de mobilização popular. Mesa tentou responder à principal demanda da esquerda: o aumento do uso da receita obtida com a exploração de gás natural para promover o bem-estar social. Ele enfrentou fortes interesses financeiros e aumentou os impostos cobrados das empresas estrangeiras autorizadas a explorar o gás (a Petrobrás entre elas). A medida não aplacou os protestos, com os manifestantes – a maioria deles indígenas, trabalhadores agrícolas e mineiros – exigindo a completa nacionalização do setor energético. Mesa acusou os sindicatos e outros setores de impedir o desenvolvimento da Bolívia e de não permitir tranqüilidade para que governasse em paz. Carlos Diego Mesa Gisbert, de 51 anos, conquistou popularidade no país com uma longa carreira na área da comunicação. Ele é um dos donos da rede nacional de televisão Periodistas Asociados Televisión (PAT). Nasceu em La Paz no dia 12 de agosto de 1953 e começou a sua carreira de jornalista cedo, em 1969, na Radiodifusoras Cristal. Trajetória Aos 23 anos, foi um dos fundadores da Cinemateca Boliviana, e chegou a subdiretor do jornal Ultima Hora, além de atuar pelas publicações Hoy, Presencia, La Razón e La Prensa, entre outras. Mesa estudou nas universidades Complutense de Madrid e Mayor de San Andrés, em La Paz, onde se formou em Literatura em 1978. Em 1994, Mesa conquistou o Prêmio Internacional de Jornalismo "Rey de España" e em 2000, o Prêmio de Jornalismo da Fundação Manuel Vicente Ballivián. Além de atuar como colunista e crítico de cinema em vários meios de comunicação, Mesa também publicou dez livros. Uma de suas obras mais importantes é "Presidentes de Bolivia: entre urnas y fusiles" (Presidentes da Bolívia: entre urnas e fuzis, de 1983). |
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