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Atualizado às: 21 de novembro, 2005 - 05h17 GMT (03h17 Brasília)
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Bush faz visita de agradecimento à Mongólia
Policiais mongóis
A segurança foi reforçada para a curta visita de Bush ao país
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, chegou nesta segunda-feira à Mongólia, a última etapa de sua viagem à Ásia.

Segundo o analista da BBC em Washington Jonathan Beale, a visita do líder americano evidencia a importância estratégica que o país, encravado entre a Rússia e a China, tem para os Estados Unidos.

Durante seu encontro com o presidente mongol, Nambariin Enkhbayar, Bush deve agradecer o apoio dado pela Mongólia à intervenção militar americana no Iraque. O governo mongol enviou mais de 100 soldados ao país.

Adam Brookes, enviado especial da BBC à capital da Mongólia, Ulan Bator, disse que o país asiático é uma concretização da mensagem de democratização e abertura de mercados pregada pelo presidente americano.

Nova elite

O país abandonou o comunismo em 1990 e, em seguida, veio a democratização. No entanto, a economia sofreu os efeitos do fim da ajuda soviética e muitas empresas estatais entraram em colapso.

O correspondente da BBC diz que, apesar da estimativa de que 40% dos mongóis vivem na pobreza, é possível ver em Ulan Bator restaurantes finos e carros de luxo, um sinal do surgimento de uma nova e próspera elite.

Para os mongóis, os Estados Unidos podem contrabalançar a influência russa e chinesa na região, explicou Brookes.

Esta é a primeira visita de um presidente ao país asiático. Bush deve permanecer na Mongólia apenas quatro horas, retornando em seguida aos Estados Unidos.

China

Em sua passagem pela China, neste domingo, Bush pediu ao governo chinês que garanta maior liberdade social, política e religiosa aos cidadãos do país.

O dirigente americano reuniu-se com o presidente chinês, Hu Jintao, em Pequim. O principal item na pauta da reunião foi o comércio entre os dois países.

Bush iniciou a viagem oficial ao país com uma visita a uma das poucas igrejas cristãs que funcionam legalmente na capital chinesa.

De acordo com um representante da Casa Branca, com a visita, o presidente americano, que é evangélico, procurou mostrar seu apoio à liberdade religiosa na China.

66Caio Blinder
Viagem de Bush pela Ásia é longa, mas expectativa é baixa.
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