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Atualizado às: 20 de novembro, 2005 - 04h10 GMT (02h10 Brasília)
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Em gesto simbólico, Bush visita igreja em Pequim
George W. Bush na China
O presidente americano pediu mais tolerância religiosa na China
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, iniciou neste domingo sua visita à China visitando uma das poucas igrejas cristãs que funcionam legalmente na capital chinesa, Pequim.

De acordo com um representante da Casa Branca, com a visita, Bush, que é evangélico, procurou mostrar seu apoio à liberdade religiosa na China.

Ainda neste domingo, o presidente americano tem uma reunião com o presidente chinês, Hu Jintao, em que a questão da liberdade de culto deve ser um dos assuntos em pauta.

Temas comerciais e o possível impacto da proliferação da gripe aviária também devem ser discutidos entre os dois líderes.

Taiwan

Durante uma visita ao Japão antes de chegar à China, Bush havia pedido que a China permitisse mais liberdade à sua população e havia citado Taiwan, considerado por Pequim uma província rebelde, como exemplo bem-sucedido de transição da "repressão para a democracia".

Um porta-voz do governo chinês, entretanto, disse que os chineses "disfrutam de todas as formas de democracia e liberdade previstas na lei".

 Aguardo com expectativa uma conversa franca neste domingo com o presidente Hu sobre nossa necessidade de encontrar soluções para nossas diferenças em relação à China na área comercial.
George W. Bush

A igreja evangélica visitada por Bush é uma das cinco autorizadas a funcionar em Pequim. De acordo com Mike Green, diretor para assuntos asiáticos do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, o presidente americano visitaria a igreja não apenas porque é domingo.

"É também importante que o mundo veja e que o povo chinês veja que a expressão da fé é algo positivo para uma sociedade saudável e madura", disse.

Economia

No campo econômico, a expectativa é que Bush pressione Hu Jintao para adote mudanças na área comercial e na monetária.

No entender de analistas em Washington, a moeda chinesa, o Yuan, está subvalorizado, o que impulsiona as exportações chinês e prejudica indústrias locais nos países importadores.

A agência estatal de notícias chinesa informou neste domingo que o país irá comprar da empresa americana Boeing um total de 70 aviões 737, em um negócio estimado em mais de US$ 4 bilhões.

O negócio poderia ser interpretado como uma tentativa chinesa de reverter a frustração americana com a balança comercial entre os dois países, que neste ano deve dar a China um superávit de US$ 200 bilhões.

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