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Atualizado às: 16 de novembro, 2005 - 10h41 GMT (08h41 Brasília)
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Bush pede mais democracia na China
Presidente George W. Bush
Bush disse que demanda dos chineses por democracia está crescendo
O presidente americano, George W. Bush, pediu à China que permita mais liberdades políticas no país, no início de sua viagem de oito dias pela Ásia.

"Nós encorajamos a China a seguir pelo caminho das reformas e abertura" disse Bush, em visita ao Japão.

O presidente americano citou Taiwan, considerada pelo governo chinês como uma província renegada, como um modelo de sociedade bem-sucedida ao mudar da "repressão para a democracia".

Mais cedo, Bush elogiou o apoio dado aos EUA pelo primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, um aliado próximo na região.

A viagem de Bush pela Ásia inclui visitas à Coréia do Sul para um encontro econômico, à China e à Mongólia.

No discurso feito em Kyoto, Bush disse que as reformas econômicas da China devem ser seguidas por maiores liberdades políticas e religiosas.

Ao reformar sua economia, disse Bush, "os líderes (da China) estão descobrindo que, uma vez que a porta da liberdade é aberta, mesmo um pouquinho, não pode ser fechada".

"Enquanto as pessoas da China crescem em prosperidade, suas demandas por liberdade política também vão crescer."

Ele ainda citou Taiwan como um exemplo de como a democracia "propiciou prosperidade para seu povo e criou uma sociedade chinesa livre e democrática".

Uma China

Mas Bush ressaltou que o governo americano não mudou sua política de reconhecer a existência de apenas uma China, como alega o governo de Pequim, e que Taiwan faz parte da China.

Bush deve se reunir com o presidente chinês, Hu Jintao, ainda nesta semana.

Ele disse que vai pedir ao governo chinês que mantenha seu compromisso de combater a pirataria de programas de computação e deixar que o mercado desempenhe uma papel maior em estabelecer o valor da moeda chinesa, o Yuan.

Bush ainda elogiou Pequim por seu papel nas negociações para pôr fim à crise sobre o programa nuclear da Coréia do Norte.

O presidente americano criticou a situação dos direitos humanos na Coréia do Norte e disse que "um dia, todos os cidadãos daquela península vão viver em dignidade, liberdade e prosperidade em casa e em paz com os países vizinhos".

Depois do Japão, Bush segue para a reunião da Cooperação Econômica da Ásia e Pacífico, na Coréia do Sul, onde deve pedir maior cooperação comercial e na área de segurança, além de planos para conter uma possível pandemia de gripe aviária.

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