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Bush diz que vai pedir comércio justo à China | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, afirmou no seu programa semanal de rádio que vai usar a sua visita à China para pressionar o país a oferecer condições comerciais justas para empresas americanas. Bush, que chegou a Pequim neste sábado, disse que o governo chinês deve valorizar a moeda nacional e conter a falsificação de produtos americanos. O presidente vai começar a sua terceira visita oficial ao país indo à missa em uma das cinco igrejas protestantes oficialmente reconhecidas por Pequim. Segundo correspondentes da BBC, a intenção de Bush é enviar um recado às autoridades chinesas sobre a falta de liberdades religiosas – criticada por Washigton em várias ocasiões. Um relatório do Departamento de Estado americano divulgado neste mês aponta a China como um dos oito países em que a situação dos direitos religiosos é "especialmente preocupante". A visita faz parte de uma viagem de oito dias pela Ásia, que já incluiu o Japão e a Coréia do Sul, onde o presidente americano participou até este sábado da reunião da Apec (Fórum de Cooperação Econômica Ásia–Pacífico, na sigla em inglês). Os comentários mais contundentes sobre a China foram feitos em um discurso no início da viagem, no Japão, onde Bush defendeu mais liberdades políticas. Em Pequim, no entanto, o principal assunto no seu encontro com o presidente Hu Jintao deve ser comércio – mais especificamente medidas para reduzir o crescente déficit na balança comercial entre os dois países, que deve passar de US$ 200 bilhões neste ano (a favor da China). O governo americano, quer, por exemplo, vender mais aviões e computadores aos chineses. O valor do déficit diminuiria em cerca de US$ 6,5 bilhões se forem confirmadas informações de fontes do governo americano a agências internacionais de que Pequim vai anunciar a compra de 70 aviões da Boeing. Segundo a agência de notícias Associated Press, o governo chinês costuma anunciar grandes negócios com empresas americanas durante visitas de líderes de Washington, justamente para "amaciar" as pressões pela diminuição do déficit comercial. Iraque Antes de deixar a Coréia do Sul, Bush rejeitou o pedido de um deputado do Partido Democrata dos Estados Unidos para a retirada imediata das tropas do Iraque. "Nós vamos combater os terroristas no Iraque. Nós vamos permanecer na briga até alcançarmos a vitória pela qual as nossas bravas tropas lutaram", afirmou o presidente, em um discurso a milhares de soldados na base militar americana de Osan, ao sul de Seul. Nesta semana, o deputado John Murtha, um ex-coronel do Exército e veterano da Guerra do Vietnã, disse que os Estados Unidos não poderiam conseguir mais nada militarmente no Iraque e estariam seguindo uma política destinada ao fracasso. Segundo o deputado, a presença das tropas americanas se tornou um “catalizador da violência” no Iraque. Apec A reunião da Apec, realizada na cidade de Busan, terminou com o apelo dos 21 líderes reunidos ao fim da paralisia nas discussões sobre a liberalização do comércio internacional, semanas antes do encontro da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Hong Kong. Na declaração final, os líderes do Pacífico pediram a “todos os membros da OMC” que “mostrem a flexibilidade necessária para levar as negociações adiante”. “Pedimos o fim do impasse atual nas negociações do setor agrícola, principalmente no que se refere a garantias de acesso aos mercados, um ponto que se acertado vai desbloquear outros itens da pauta, como produtos não-agrícolas e serviços”, afirmaram os participantes. Analistas dizem que o texto final tem como alvo a União Européia, vista como principal força de resistência aos planos de redução de subsídios agrícolas e de taxas de importação. Além do comércio internacional, a cúpula da Apec também concordou em participar de iniciativas conjuntas para combater o terrorismo e a gripe aviária. |
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