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Atualizado às: 21 de outubro, 2005 - 09h24 GMT (06h24 Brasília)
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ONU pede mais ajuda da Otan para vítimas na Ásia
Ajuda médica só chega a parte das vítimas no Paquistão
O chefe das operações de emergência da Organização das Nações Unidas (ONU), Jan Egeland, deve seguir para a cidade belga de Bruxelas, sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), nesta sexta-feira, para pedir o envio de mais helicópteros para socorrer as vítimas o terremoto que atingiu o Sudeste da Ásia.

Egeland pediu à aliança de defesa ocidental, que reúne 26 países, que lance "uma segunda ponte aérea para Berlim", para resgatar as pessoas desabrigadas antes da chegada do inverno.

Os Estados Unidos disseram que o primeiro de uma frota de mais de 20 helicópteros deve chegar à região atingida na próxima semana. Cerca de 60 aeronaves americanas já estão na área.

O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, disse que a organização "percebe a gravidade da situação" e agirá na mesma medida.

Mas o comandante da força de reação rápida da Otan, o americano John Stufflebeem, disse que há muito poucos helicópteros do tipo necessário disponíveis.

O apelo de Egeland se segue à admissão pela ONU de que o terremoto é o pior "pesadelo logístico" que a organzação já enfrentou.

A ONU afirma que a falha na oferta de auxílio às vítimas do terremoto no Sudeste da Ásia fez desta uma operação humanitária pior do que a verificada depois do tsunami de dezembro passado.

A Otan começou a transportar por avião na quinta-feira 900 toneladas de suprimentos que estão em armazéns na Turquia, mas Egeland disse que também há necessidade de transporte maciço de pessoas que estão em áreas remotas.

O Paquistão diz que mais de 47 mil pessoas morreram nas áreas sob o seu controle.

Autoridades locais acreditam que o número de vítimas fatais é maior. Pelo menos 1,4 mil pessoas morreram na região da Caxemira administrada pela Índia.

"Berlim"

Egeland disse que é necessária uma operação aérea das dimensões da realizada durante o bloqueio de Berlim na década de 40, quando os aliados transportaram suprimentos para a cidade, na parte leste, comunista, da Europa.

Segundo ele, dezenas de milhares de desabrigados e feridos têm que ser retirados de áreas remotas antes da chegada do inverno.

O tsunami de 26 de dezembro matou mais de 200 mil pessoas em várias áreas em torno do Oceano Índico.

A situação pós-terremoto está se agravando a cada dia que passa, disse Egeland.

Dezenas de milhares de tendas serão enviadas ao Paquistão nas próximas semanas, embora a ONU tenha advertido que pode não haver um suprimento suficiente de tendas apropriadas para o inverno para atender às necessidades das vítimas do terremoto.

Egeland disse que apenas US$ 86 milhões foram prometidos dos cerca de US$ 312 milhões pedidos pela ONU para a operação de ajuda, e pouco veio em dinheiro.

Após o tsunami, 92 países ajudaram as vítimas, mas apenas de 15 a 20 responderam ao apelo apresentado após o terremoto, disse Egeland, segundo a agência de notícias Reuters.

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