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Tremor na Ásia é desafio maior que tsunami, diz coordenador da ONU
Refugiados no Paquistão
Apenas as barracas mais pesadas protegem do rigoroso inverno na Caxemira
Um dos coordenadores da equipe de respostas de emergência da ONU (Organização das Nações Unidas) no Paquistão, Andrew Macleod, disse nesta segunda-feira à BBC que o desafio de levar assistência às vítimas do recente terremoto na Ásia é maior do que o enfrentado no final do ano passado para ajudar as vítimas do tsunami.

"Aqui temos 15 mil povoados espalhados por toda a região afetada", disse ele à BBC. "As áreas afetadas são muito maiores geograficamente do que as atingidas pelo tsunami, e em vez de planícies costeiras, estamos operando em algumas das montanhas mais altas do mundo e em vales."

Com a melhora do tempo, os helicópteros voltaram a distribuir ajuda, mas 20% das áreas mais atingidas podem ainda não teriam sido alcançadas pelas equipes de ajuda.

Pelo menos dois milhões de pessoas estão desabrigadas nove dias depois de o terremoto ter atingido a região da Caxemira, além de outras áreas do Paquistão, Índia e Afeganistão.

Barracas

Macleod disse que não há barracas suficientes no mundo inteiro para proteger do inverno os desabrigados.

"A necessidade é maior do que as barracas existentes no mundo. Precisamos de mais barracas do que existem", disse.

Segundo ele, o problema cresce a cada dia e ainda é muito grande para qualquer governo se responsabilizar.

Macleod disse que as barracas de inverno, mais pesadas, são necessárias para proteger as vítimas do "inverno frio e brutal" que se aproxima.

Mais de 40 mil pessoas podem ter morrido em conseqüência do terremoto apenas na Caxemira administrada pelo Paquistão, disseram autoridades locais.

Se for confirmado, o número total de mortos vai ultrapassar os 54 mil.

Estima-se que 70 mil pessoas estejam feridas e segundo as equipes de assistência, mais pessoas devem morrer, a não ser que elas alcancem um abrigo, ou um abrigo chegue até elas.

Pelas montanhas

Segundo Macleod, enquanto muitos refugiados no Paquistão estão indo para grandes centros urbanos como Islamabad e Rawalpindi, muitos não conseguem fazer a viagem através das montanhas.

Macleod disse que a operação de ajuda está "mobilizando todos os recursos possíveis" para chegar às pessoas "desde helicópteros até os pés", incluindo aí mulas.

Desde a manhã desta segunda-feira, helicópteros voavam de e para Muzaffarabad, na Caxemira administrada pelo Paquistão, depois de dois dias de interrupção por causa das tempestades do fim de semana.

As equipes de ajuda estão encontrando mais e mais feridos que não receberam tratamento e estão desenvolvendo infecções e gangrenas, segundo os correspondentes da BBC na região.

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