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Ajuda no Paquistão ainda não chegou a 500 mil pessoas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cerca de 500 mil sobreviventes do terremoto na região da Caxemira, na fronteira entre a Índia e o Paquistão, ainda não receberam ajuda alguma, alertou o Programa Mundial de Alimentação da ONU (WFP, na sigla em inglês). O alerta foi feito em meio à crescente preocupação com os desabrigados e feridos, ameaçados pela chegada do inverno e pelos ferimentos não tratados. Segundo médicos da Caxemira paquistanesa, dezenas de milhares de pessoas no Estado ainda não receberam tratamento. "As agências de ajuda conseguiram chegar a centenas de milhares de pessoas", disse o diretor executivo do WFP, James Morris, nesta terça-feira. "Mas estima-se que haja meio milhão de pessoas precisando desesperadamente de ajuda, que ninguém ainda conseguiu contatar." Desafios Morris alertou que as equipes de ajuda têm pela frente um dos piores desafios já enfrentados por eles. "Há muito pouco tempo sobrando." Segundo a ONU, o terremoto deixou mais de 3 milhões de pessoas desabrigadas. O governo paquistanês anunciou que precisa de mais 500 mil barracas de inverno para que as vítimas possam sobreviver ao frio, mas a ONU já disse que não há barracas suficientes no mundo para atender a todos os necessitados. As chamadas barracas de inverno são feitas de material mais grosso, mais durável e são vedadas nas costuras, para resistir ao frio. Elas podem abrigar uma família completa, e algumas delas são desenhadas para que sejam instalados fogões em seu interior. A situação médica em algumas das áreas remotas, onde a ajuda ainda não chegou, foi descrita como trágica pelo representante de uma dessas equipes de ajuda, com muitos dos feridos correndo risco de morte a menos que recebam ajuda médica imediata. Sebastian Novak, do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, visitou, de helicóptero, o povoado de Chaka, que ainda não tinha sido contatado. Ele disse à BBC que 25% dos pacientes tiveram membros amputados. "Conheci uma jovem hoje, ela devia ter 20 anos, as duas pernas amputadas na altura do joelho e o braço direito amputado. Então, basicamente, só sobrou o braço esquerdo." "Há crianças com amputações, idosos com amputações. Todo mundo vai direto para amputação", disse ele. Com a melhora das condições climáticas nesta terça-feira, os helicópteros retomaram as operações de ajuda na Caxemira paquistanesa. Soldados usaram mulas para chegar a alguns dos vilarejos nas montanhas e vales remotos da região. Mas as agências de ajuda afirmam que são necessários mais helicópteros urgentemente para ajudar as vítimas. Estima-se que 54 mil pessoas já tenham morrido em conseqüência do terremoto. |
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