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Helicóptero de ajuda pós-terremoto cai e mata 6 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um helicóptero militar do Paquistão, usado nas operações de assistência às vítimas do terremoto da semana passada, caiu por causa do mau tempo, matando os seis soldados a bordo. O Exército paquistanês diz ter perdido contato com o helicóptero na noite de sábado, perto da cidade de Bagh, na Caxemira administrada pelo Paquistão. Os vôos de outros aparelhos foram suspensos por causa das fortes chuvas e do nevoeiro, atrapalhando os trabalhos de assistência aos desabrigados. Na noite do sábado, o líder político da Caxemira controlada pelo Paquistão, Sardar Sikandar Hayat Khan, pediu a abertura da fronteira com a área administrada pela Índia para ajudar nas operações de ajuda aos sobreviventes do terremoto. Em entrevista à BBC, Khan disse que o governo paquistanês precisa superar todas as reservas a respeito da abertura da fronteira. A líder do partido do governo na área da Caxemira administrada pela Índia, Mehbooba Mufti, disse que vai tentar persuadir o governo indiano a fazer o mesmo. A região da Caxemira é disputada pela Índia e Paquistão e os dois países já entraram em conflito duas vezes pela área. Recusa Sardar Khan disse à BBC que os paquistaneses não conseguem alcançar muitas áreas próximas à chamada linha de controle, que divide a Caxemira. E também existem áreas que não são acessíveis à Índia. "Então, se as fronteiras forem abertas seria bom para os cidadãos dos dois lados. Isso também vai se somar no relacionamento entre os dois países", disse. O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, elogiou a oferta de ajuda do governo da Índia para áreas ao longo da linha de controle, mas recusou a oferta afirmando que "há sensibilidades envolvidas". A líder indiana Mehbooba Mufti afirmou que centenas de vidas poderiam ter sido salvas depois do terremoto se Musharraf tivesse aceitado a oferta de ajuda do primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh. "Mas não podemos culpar ninguém na atual situação. Se o Paquistão tivesse feito uma oferta semelhante, não posso afirmar com confiança que teríamos aceitado", disse. Ela sugeriu que a Índia poderia adotar alguns vilarejos do lado paquistanês da Caxemira e o Paquistão poderia fazer o mesmo para ajudar na reconstrução. Mortos Na manhã de sábado, o governo do Paquistão anunciou que subiu para 38 mil o número de mortos por causa do terremoto. Trata-se de uma diferença de mais de 13 mil mortes em relação à estimativa anterior, o que o governo atribuiu à quantidade de corpos que continuam a ser encontrados entre os escombros. O número oficial de feridos também aumentou, ultrapassando os 60 mil. Acredita-se que pelo menos 1,4 mil pessoas morreram na região da Caxemira administrada pela Índia. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) disse que o risco de morte para as crianças é alto, por causa da combinação de frio, fome e doenças. Outra organização de assistência humanitária, a Save the Children, afirmou que já há relatos de crianças que sucumbiram à falta de abrigo. O mau tempo também é preocupante para os demais desabrigados. A organização britânica Oxfam disse que cidades das áreas mais remotas ainda estão à espera de milhares de barracas e cobertores, mas as estradas estão intransitáveis.
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