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Haiti precisa de ajuda para eleições, diz autoridade eleitoral | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Haiti não terá condições de realizar eleições em novembro, como o previsto, se não receber mais ajuda internacional, disse o responsável pelas operações do conselho eleitoral do Haiti, Patrick Féquiere. "Como um membro do conselho eleitoral, eu posso dizer a vocês que o conselho não tem os meios para respeitar o atual calendário se as atuais tendências continuarem", afirmou Féquiere a repórteres na capital haitiana, Porto Príncipe, segundo a agência de notícias Reuters. Segundo Féquiere, os membros do conselho devem discutir com a ONU e com a OEA (Organização dos Estados Americanos) para discutir "o que deve ser feito para corrigir a situação". Composto de nove membros, o órgão responsável pela organização das eleições tem autoridade para adiá-las, depois de consultas com o governo interino. As eleições legislativas e presidenciais marcadas para novembro deverão ser as primeiras desde a queda do presidente Jean-Bertrand Aristide, em fevereiro do ano passado, em meio a uma grande revolta social. Aristide está atualmente no exílio na África do Sul. O alerta de Fequiere foi feito dois dias depois de a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, visitar o país justamente para pressionar o Haiti a manter o calendário eleitoral. Rice cobrou do governo interino a aceleração de medidas para assegurar que as eleições sejam justas e incluam o maior número possível de haitianos. Dificuldades O conselho eleitoral tem tido dificuldades para se preparar para a votação, incluindo para cadastrar eleitores – apenas metade do eleitorado fez isso até agora. Entre os problemas citados por Féquiere estão a instalação de milhares de postos eleitorais e a designação de seções eleitorais para milhões de eleitores. Féquiere, que representa partidos menores no conselho eleitoral, já havia feito críticas à organização do pleito, chegando a acusar outros membros do órgão de "plantar" aliados na burocracia eleitoral. Cada membro do conselho representa um partido político ou setor da sociedade, embora o partido Lavalas, de Aristide, tenha se recusado a indicar um representante. Apesar do alerta de Féquiere, o enviado especial da ONU ao Haiti, Juan Gabriel Valdés, enviou um recado aos grupos armados para não tentarem atrapalhar as eleições. "Nós vamos proteger o processo eleitoral com toda a força dos nossos recursos", afirmou Valdés, segundo a agência Reuters. O Brasil lidera o contingente militar da Minustah (sigla para Missão de Paz da ONU no Haiti, em francês). |
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