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Delegação de Beslan questiona Vladimir Putin | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma delegação de sobreviventes e parentes das vítimas do cerco à escola de Beslan deve se encontrar com o presidente russo, Vladimir Putin, nesta sexta-feira, na capital do país, Moscou. O encontro acontece um ano após o cerco realizado por militantes chechenos que terminou com a morte de 331 pessoas, incluindo 186 crianças. A pequena cidade de Beslan, na região russa de Nova Ossétia, está realizando três dias de luto oficial para lembrar da tragédia. Muitos em Beslan acreditam que a maioria das vítimas foi morta por forças russas que romperam o cerco. Revolta Outra crítica é que Putin se recusou a negociar com os seqüestradores, que exigiam a retirada das tropas russas da Chechênia. O comitê formado por mães que perderam seus filhos vinha requisitando o encontro com Putin há meses. Correspondentes dizem que a população de Beslan exige saber como tantos homens armados conseguiram entrar na escola, porque as autoridades se recusaram a negociar e quem foi o responsável pelo desfecho sangrento da situação. "O governo tem a obrigação de assegurar nosso bem-estar e eles não fizeram isso", diz a líder do grupo, Susanna Dudiyeva. Ela era mãe de um garoto de 13 anos morto no cerco. Dudiyeva disse que Putin não seria bem-vindo nas cerimônias de Beslan "já que ele foi responsável pelo ocorrido". "Não tenho medo de encontrar Putin. Ele é quem deve temer", disse ela à agência de notícias Associated Press. A decisão de aceitar o convite do governo, entretanto, dividiu a cidade de Beslan, dizem correspondentes. Há revolta pelo fato do convite acontecer ao mesmo tempo em que a cidade lembra seus mortos. |
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