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Rússia se diz 'indignada' com entrevista de líder checheno | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Rússia disse estar "indignada" com a transmissão de uma entrevista com o líder rebelde checheno Shamil Basayev pela rede de TV americana ABC. O Ministério das Relações Exteriores russo convocou a presença de um diplomata dos Estados Unidos em Moscou para expressar sua "forte indignação". Na entrevista, Basayev, que assumiu a responsabilidade pela ocupação de uma escola em setembro do ano passado na cidade de Beslan, admitiu ser um terrorista, mas disse que os russos também são terroristas. Basayev, que é o homem mais procurado pela Rússia, prometeu novos ataques como o de Beslan – que resultou na morte de mais de 320 pessoas, metade delas crianças, após uma fracassada invasão das forças de segurança. O governo de Moscou oferece uma recompensa de US$ 10 milhões (cerca de R$ 24 milhões) para quem ajudar na captura de Basayev, combatente das guerras contra as tropas russas na Chechênia e acusado por outros atentados. Esconderijo A entrevista, gravada por uma equipe da ABC num esconderijo de Basayev na Chechênia, foi ao ar na noite de quinta-feira. Num comunicado, a embaixada da Rússia em Washington afirma que "causa indignação" o fato de a ABC ter ignorado pedidos de Moscou para que não exibisse a entrevista. Segundo o comunicado, Basayev foi "responsável pelo massacre de inocentes em grandes ataques terroristas planejados e pessoalmente perpetrados por ele". Para a Rússia, a exibição da entrevista "vai no sentido contrário da parceria russo-americana em nossa luta conjunta contra a ameaça global do terrorismo". |
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