|
Ex-professor de educação física assume Presidência do Burundi | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-líder da guerrilha hutu e ex-professor de educação física Pierre Nkurunziza foi empossado, nesta sexta-feira, como o novo presidente do Burundi, um país da África central. Nkurunziza foi indicado pelo Parlamento burundinês para exercer um mandato de cinco anos. Em 2010, serão realizadas eleições diretas no país. A posse do novo presidente marca o fim de anos de conflito entre os rebeldes hutus e a minoria tutsi desencadeados em 1993 após o assassinato do presidente hutu Melchior Ndadaye. Cerca de 300 mil pessoas foram mortas na guerra civil. Perfil Nkurunziza nasceu na província de Ngozi, em 1964, filho de um pai hutu, que era político, e uma mãe tutsi, que era enfermeira. Ele tinha seis irmãos e uma irmã, mas todos seus irmãos foram mortos durante o conflito no país. Ele se formou em Educação Física pela Universidade de Bujumbura, em 1990. Logo após se formar, ele começou a exercer a profissão, mas um incidente mudou o percurso da sua carreira.
Em 1995, soldados tutsis invadiram a faculdade onde lecionava para matar hutus. Nkurunziza conseguiu fugir em seu carro, mas foi perseguido pelos soldados que atiraram contra ele. O professor saltou do veículo e correu para as montanhas. Depois desse dia, Nkurunziza decidiu entrar para o grupo de insurgentes Forças para Democracia (FDD). De posto em posto, ele chegou à liderança do grupo. "Eu fui empurrado para a rebelião pelos massacres interétnicos que estavam ocorrendo na universidade em 1995", disse Nkurunziza. Em 2001, ele disse que escapou da morte após um combate na província de Gitega. Ferido e perseguido pelo Exército, ele conta ter visto os soldados que o perseguiam serem comidos por crocodilos. Desafios Como presidente do Burundi, Nkurunziza enfrentará uma série de desafios. Ele mesmo disse que sua primeira tarefa será tentar uma aproximação com os militantes do grupo Forças para Libertação Nacional (FNL), que ainda não concorda com o cessar-fogo. Seu governo também terá que melhorar as condições de vida de milhões de burundineses que vivem na pobreza e lidar com a corrupção endêmica. De acordo com o Banco Mundial, o Burundi tem um PIB per capita de US$ 100, um dos menores da África. A economia teria que crescer 5% ao ano, em média, até 2015, para chegar ao nível que estava antes de 1993, quando a guerra civil começou. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||