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ONU: 11 milhões de crianças morrem a cada ano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um relatório da ONU afirma que 11 milhões de crianças com menos de cinco anos estão morrendo todos os anos – boa parte delas por causa de doenças que podem ser evitadas ou tratadas, como a malária e o sarampo. O documento, uma avaliação dos Objetivos do Milênio, que visam reduzir drasticamente a fome e a pobreza até 2015, também diz que milhões de pessoas estão afundando cada vez mais na pobreza na África. O relatório, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), deve colocar mais pressão sobre os líderes do G8, que vão se reunir no mês que vem na Grã-Bretanha e devem ter a África incluída em sua agenda de discussões. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que será o anfitrião da cúpula, já disse que quer que o encontro gere um acordo referencial para o continente africano. Mais pobres Em 2000, líderes mundiais reunidos na ONU adotaram os chamados Objetivos do Milênio, que incluem metas como a redução da mortalidade infantil. Mas o relatório do Pnud afirma que os objetivos em áreas como a redução da fome, a disseminação da educação e a própria mortalidade infantil não serão atingidos, caso não sejam alteradas as tendências atuais. De acordo com o documento, ainda que globalmente as taxas de pobreza estejam caindo, os pobres da África subsaariana estão ficando cada vez mais pobres. Mais de 800 milhões de pessoas não têm acesso a quantidades suficientes de comida, diz o relatório, e um quarto das crianças com menos de cinco anos são subnutridas. O Pnud diz que, para conseguir reduzir a mortalidade destas crianças em dois terços, como foi acordado em 2000, será preciso obter uma diminuição drástica nos índices da África e do sul da Ásia. |
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