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Ruanda começa a soltar 36 mil presos por genocídio | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo de Ruanda começou a libertar nesta sexta-feira mais de 36 mil suspeitos de participação no genocídio de 1994 devido à superlotação de suas prisões. Os primeiros a ser soltos foram idosos e doentes, alguns deles carregados em macas. A maioria deles confessou o envolvimento no genocídio de 1994, em que cerca de 800 mil tutsis e hutus moderados foram mortos. As autoridades não estão soltando os presos acusados de crimes mais graves. No passado, a libertação de acusados pela tragédia foi duramente criticada por sobreviventes do genocídio. Alguns daqueles que serão libertados já cumpriram a pena máxima para os crimes de que são acusados, embora ainda não tenham sido julgados. Esses 36 mil presos representam a metade do total de detidos em razão do genocídio. Muitos já passaram mais de uma década presos sem julgamento. Campos de 'solidariedade' O Ministério da Informação de Ruanda anunciou que a libertação deles é temporária e pode ser revertida dependendo do resultado de seus processos judiciais. O correspondente da BBC na capital Kigali, Rob Walker, esteve na frente de uma das principais prisões e disse que a polícia esperava os prisioneiros libertados para levá-los a "campos de solidariedade". Eles devem passar seis semanas nesses campos, participando de um programa para facilitar a reintegração à sociedade. As libertações de presos devem prosseguir nos próximos dias em todo o país. |
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